Rock'n'Roll will never die

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Por Ricardo Seelig
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Em 1970 os Beatles acabaram e o mundo ficou mais triste. Em 1971 eu fui concebido. O Led Zeppelin lança IV e os poucos que ainda não haviam ficado fascinados pela banda se jogam aos seus pés.

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Em 1972 chegou a minha vez de nascer. O Deep Purple lança Made In Japan, e todos os álbuns ao vivo passam a querer ser como ele.

Em 1973 eu completei um ano. O Pink Floyd lança Dark Side Of The Moon e a gente entende e não entende e tenta entender o que até hoje não dá para entender.

Em 1974 eu fiz dois anos. O Deep Purple lança Burn e David Coverdale ao mundo.

Em 1975 completei três anos. O Led Zeppelin lança Physical Grafitti, o álbum mais impressionante que eu já ouvi na vida.

Em 1976 eu completei quatro anos. Não foi nesse ano que Paul McCartney lançou Band On The Run, mas esse disco é muito bom para ficar de fora de uma lista como essa.

Em 1977 fiz cinco anos. O Lynyrd Skynyrd lança Street Survivors e, em outubro, acaba depois que três de seus integrantes morrem na queda do avião da banda.

Em 1978 eu completei seis anos. Neil Young lança Comes A Time e eu ganho de presente Look Out For My Love, uma das minhas músicas preferidas desde sempre.

Em 1979 em completei sete anos. O Clash lança London Calling, o álbum pop perfeito.

Em 1980 eu completei oito anos. O Iron Maiden lança o seu primeiro álbum e o mundo vê nascer a maior banda de heavy metal de todos os tempos.

Em 1981 em fiz nove anos. Um ano antes o AC/DC lançou Back In Black e transformou a dor da perda de um amigo em um dos melhores discos de todos os tempos.

Em 1982 em completei dez anos. O Iron Maiden lança Number Of The Beast e o mundo até hoje não entende de onde vieram Run To The Hills, Children Of The Damned, Number Of The Beast, 22 Acacia Avenue e a melhor música que eu já ouvi na vida: Hallowed Be Thy Name.

Em 1983 eu completei onze anos. O Iron Maiden lança Piece Of Mind e todo mundo se pergunta como eles podem ter criado dois discos perfeitos em tão pouco tempo.

Em 1984 em completei doze anos. O Iron Maiden lança Powerslave, o melhor disco da história do metal, e se consolida como a maior banda de heavy metal do planeta.

Em 1985 em completei treze anos. O Iron Maiden lança Live After Death e Bruce Dickinson transcende todos os limites conhecidos, tomando o lugar de Robert Plant como o maior vocalista de todos os tempos.

Em 1986 eu completei quatorze anos. O Metallica lança Master Of Puppets, o seu último disco que vale a pena.

Em 1987 eu completei quinze anos. O Helloween lança Keeper Of The Seven Keys Part II e mostra o tamanho do estrago que o Maiden fez.

Em 1988 eu fiz dezesseis anos. O Iron Maiden lança Seventh Son Of A Seventh Son e o mundo diz "CHEGA, não precisa provar mais nada".

Em 1989 eu completei dezessete anos. Neil Young lança Freedom e a gente fica pensando em como ele consegue fazer isso.

Em 1990 eu completei dezoito anos. Neil Young lança Ragged Glory e a gente desiste de pensar em como ele consegue fazer isso.

Em 1991 eu completei dezenove anos. O U2 lança Achtung Baby e escreve o seu nome na história como uma das maiores bandas do rock and roll.

Em 1992 eu completei vinte anos. Bruce Dickinson sai do Iron Maiden e a minha banda preferida fica em animação suspensa durante longos sete anos.

Em 1993 eu fiz vinte e um anos. Falta apenas um ano para Jimmy Page voltar ao mundo dos vivos e provar mais uma vez porque é o maior guitarrista que o mundo já ouviu.

Em 1994 eu completei vinte e dois anos. Tom Petty lança Wildflowers e eu até agora não entendo nada.

Em 1995 eu completei vinte e três anos. O Dream Theater lança A Change Of Seasons e dá de presente ao mundo o prog metal.

Em 1996 eu completei vinte e quatro anos. O Metallica lança Load e começa a acabar.

Em 1997 eu completei vinte e cinco anos. Paul McCatney lança Flaming Pie e prova o quanto ama Linda.

Em 1998 eu completei vinte e seis anos. Bruce Dickinson lança The Chemical Wedding e obriga Steve Harris a lhe chamar de volta.

Em 1999 eu completei vinte e sete anos. O Dream Theater lança Scenes From A Memory e a década de noventa ganha o seu The Wall.

Em 2000 eu completei vinte e oito anos. O Coldplay vem ao mundo com Parachutes e a gente escuta, depois de muito tempo, música feita com o coração.

Em 2001 eu completei vinte e nove anos. Ryan Adams lança Gold e todo mundo que levou um pé na bunda um dia tem agora a sua trilha sonora.

Em 2002 eu completei trinta anos. O Wilco lança Yankee Hotel Foxtrot e eu não sei o que escrever aqui.

Em 2003 eu completei trinta e um anos. O Coldplay lança A Rush Of Blood To The Head e eu choro.

Em 2004 eu completei trinta e dois anos. O The Thrills lança Let's Bootle Bohemia e o mundo entende, de novo e mais uma vez, que o rock tem o poder de fazer a gente sorrir.

Em 2005 eu escrevo tudo isso aqui. E quero saber qual é a opinião de vocês.

Ouvindo:
The Thrills, Tell Me Something I Don't Know.


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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