Stone Sour: "Indústria musical é previsível"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Much Music
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O site MuchMusic.com entrevistou recentemente o vocalista Corey Taylor e o guitarrista Josh Rand, do STONE SOUR. Alguns trechos desse papo:

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MuchMusic.com: No momento há muitas notícias sobre como vocês estão "estourando nas paradas". O que vocês acham de entrar no olho do furacão da indústria musical - com todas essas bandas tocando por aí - já que vocês sempre foram contra isso?

Corey: É muito estranho! Digamos que nós certamente não esperávamos por isso. Só queríamos tocar bem e até agora tocamos mais do que bem. É como se nos infiltrássemos, xingando muito e só criticando os outros. Simplesmente não há mais perigo suficiente na música e, quando há, já vem num pacote - é como se fosse perigo seguro. É perigo agradável. Quando a coisa mais perigosa em você é o seu corte de cabelo, é hora de ir pra casa.

MuchMusic.com: Você já teve conflitos internos pelo fato de você ser parte desse negócio ou você está nele pra que os outros te ouçam?

Josh: Sou uma parte dele porque isso é o que quero fazer. Não me importo realmente com as coisas externas ou com o glamour. Eu quero compor música, só isso.

Corey: O estilo de vida é muito atraente. Eu fiquei bastante envolvido durante um tempo. Mas quando a fumaça desaparece, você cai em si e pensa: "Jesus Cristo, eu me tornei tão mau quanto as pessoas que eu combatia". E esse tipo de pensamento te deixa ainda mais revoltado. Na verdade, eu já não luto contra isso tanto quanto luto contra as pessoas que querem nos mudar para sermos também parte da máquina. F*da-se. Sempre desejei isso desde quando era criança, porque eu queria fazer música. Eu queria contribuir para a música e deixar alguma coisa importante para trás. Não podemos garantir que teremos para sempre tudo o que ganhamos, nós apenas respeitamos e tentamos manter pelo maior tempo possível.

MuchMusic.com: Corey, você está começando um selo para representar as bandas do meio-oeste. Você acha que as bandas dessa região têm mais coisas pra dizer?

Corey: Acho que elas definitivamente não têm papas na língua. Eu não sei se elas têm mais coisas pra dizer, mas eu acho que têm um pouco mais de respeito e integridade. Mas volto a dizer que eu só conheço as bandas com as quais trabalhei. Não sei, por exemplo, se metade das bandas só estão no negócio para ganhar dinheiro rapidamente. Mas sei que as bandas do meio-oeste que eu realmente gosto são muito autênticas, muito especiais e elas definitivamente têm alguma coisa que gostariam de dizer e que o mundo deveria escutar. E vamos dizer que o selo foi, de certa forma, uma coisa acidental. Na verdade não é nem um selo oficial, é somente uma empresa criada para que eu pudesse lançar o álbum que eu produzi com o FACECAGE. Isso porque eu tentei oferecer o álbum por aí, mas era tão diferente e tão fora do convencional que nenhuma gravadora quis mexer nele ou chegou a pensar que poderia ser bom. Mas talvez eu não quisesse que pusessem suas mãos no álbum porque as gravadoras não saberiam como trabalhar com ele e não saberiam o que fazer com ele. Então dissemos "que se dane!". Vou colocar meu próprio dinheiro no álbum, prensar alguns milhares de cópias e vamos pra estrada vendê-lo.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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