Sam Dunn: "O metal vem de lugares que querem esquecer!"

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Por Nelson Arakaki Jr, Fonte: Courier Mail
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O diretor do documentário "Metal: A Headbanger's Journey" diz: "O Metal vem dos lugares que as pessoas querem esquecer que existem". O Jornal Australiano "The Courier" em 2006 realizou uma entrevista com Sam Dunn, um dos diretores por trás do aclamado documentário - "Metal: A Headbanger's Journey", que cobre a história do Heavy Metal.

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Profissional com mestrado em Antropologia Social e colaborador regular de vários jornais acadêmicos, Dunn já está acostumado que as pessoas imaginem que seu gosto musical esteja mais para Beethoven do que Black Sabbath.

Porém ele é na verdade fanático pelo Metal desde os 12 anos de idade, e aos 31 foi co-autor, co-produtor e co-diretor de um documentário que ele espera que possa ajudar outras pessoas a entender seu fascínio pelo gênero.

"O Metal nunca foi realmente a praia dos intelectuais ou dos formadores de opinião", disse Dunn explicando porque o Metal tradicionalmente tem sido preterido como uma forma de arte passível de credibilidade. "O Punk Rock é que sempre teve aquele 'appeal' entre a população mais urbana, cosmopolita".

"Os jornalistas cresceram ouvindo Pop e não Metal", ele acrescenta com uma risada, "e eu honestamente penso ser esse um grande fator pelo qual se demorou tanto tempo para realizar um documentário profundo sobre o tema. O Heavy Metal vem dos lugares que as pessoas querem esquecer que existem - Os subúrbios, que são os 'sovacos' industriais da sociedade".

Através de entrevistas com artistas e fãs ao redor do mundo, o documentário se propõe a desfazer a crença bastante comum de que a paixão pela música em alto volume poderia estar de alguma forma associada à um temperamento violento e um baixo QI.

"As pessoas tem uma reação muito visceral ao ouvir Heavy Metal por causa do volume, velocidade e agressividade do som", ele disse. "Por esse motivo, acaba-se criando uma imagem de que as pessoas que curtem este tipo de música também sejam violentas e agressivas", explica Dunn.

"E eu acredito que isso geralmente seja falso. Eu acho que o que as pessoas experimentam com o Metal é o sentimento de liberdade, algum tipo de catarse que eles não sentem com nenhum outro tipo de música ou outro aspecto de suas vidas".




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Sobre Nelson Arakaki Jr

Médico cirurgião, nascido em 1974, morador do Rio de Janeiro e aluno do Guitar Club de Ipanema. Seu gosto pela música vem desde os anos 80, começando por Led Zeppelin, Pink Floyd, Rolling Stones e Beatles, influenciado por seu pai. Passou então a se interessar mais pelo Hard Rock, Blues e especialmente pelo universo do Heavy Metal, tendo sempre como base as grandes bandas clássicas do gênero, como Black Sabbath e Iron Maiden. É fã de Arch Enemy, Carcass, Hendrix, Ozzy, Hibria, Atlântida, Endless, Scelerata, Fates Prophecy, Michael Amott, Zakk Wylde, Richie Kotzen, Jimmy Page, Doug Aldrich, Yngwie Malmsteen, Angra, Dr. Sin, Shaaman, Whitesnake, Guns n' Roses, Skid Row [antigo], Allman Brothers, Gov't Mule, Muddy Waters, Lynyrd Skynyrd e recentemente, Dream Theater.

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