Eric Clapton: "eu odeio o meu jeito de cantar", diz
Por Gabriel Gonçalves
Fonte: Mojo Magazine
Postado em 31 de agosto de 2010
O repórter Johnny Walker, da "Mojo Magazine", conduziu uma ótima entrevista com o lendário guitarrista Eric Clapton. Dentre outros assuntos, ele falou sobre o novo álbum e o som de New Orleans.
Você acha que os fãs de Eric Clapton ficarão surpresos pela escolhas das canções no novo álbum?
Claro que sim (risos). Espero que não desagradavelmente, mas veremos.
De alguma forma, foi um feliz acidente, não?
Sim, ele não é o que deveria ter sido. E provavelmente é melhor do que seria, porque de alguma forma eu deixei acontecer. Então é uma eclética seleção de canções que não estavam no mapa. Você sabe, eu tinha outras idéias. E é por isso que eu gosto tanto dele, porque se é uma surpresa para os fãs, é porque é uma surpresa para mim também.
Quando foi a primeira vez que você foi a New Orleans?
Nos anos 70. Mas eu sempre gostei do estilo: você sabe, Huey "Piano" Smith e Frankie Ford. Se lembra de "Sea Cruise"? Quero dizer, o jeito que ele toca no segundo verso é extraordinário também, porque é alguma coisa entre um Shuffle e uma canção de tempo reto. É um conceito rítmico estranho, mas todos eles tocavam assim. The Meters e Alan Toussaint e todos aqueles caras de lá tocavam assim. Isto vem do Jazz de New Orleans – é a árvore da vida por lá. Então me tornei grande amigo de Wynton Marsalis. Ele toca em "How Deep is The Ocean?" neste álbum. E ele toca nas canções de Fats Waller – "When Somebody Thinks You’re Wonderful" e "My Very Good Friend The Milkman".
O que é essa essência especial do som de lá?
É o que eles são. É a identidade deles. Você abre a porta e está lá na rua. E é antigo, sabe? Eles têm uma percepção diferente da nossa do que é velho. Eu sempre achei que este país tem uma pequena vergonha de sua herança. Você sabe, não deveria ser difícil aceitar que você possa gostar de George Formby ou Gracie Fields…
E o que você acha do seu jeito de cantar?
Eu odeio como eu canto. Sempre parece soar como se eu fosse um garoto de 16 anos, vindo de Surbiton. Eu faço o meu melhor para sentir a música. Quando vejo Ray Charles cantar, eu penso "é isso! É assim que se faz"! Ele lembrava de milhares de canções e cantava cada uma como se fosse a música mais importante que ele sabia. Não é como ler a letra ou fazer como outra pessoa. Ele cantava do fundo do coração, todas as vezes, em todas as músicas. E esta é a minha inspiração. Esta é minha influência. Mas eu sou tão cheio de dúvidas com relação ao meu canto, que fica muito difícil eu ter a liberdade que estes tipos de cantores têm.
Para ler a entrevista completa, em português, acesse www.imprensarocker.wordpress.com
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