Música após a morte: tenha suas cinzas em discos de vinil
Por Gabriel Costa
Fonte: MetalSucks
Postado em 21 de setembro de 2010
(Nota do editor: já publicamos uma nota sobre este assunto, que pode ser vista no link ao final; entretanto, esta nova matéria a seguir traz vários novos detalhes).
Darrell "Dimebag" Abbot (PANTERA, DAMAGEPLAN) foi enterrado em um caixão do KISS, acompanhado de garrafas de bebida e uma guitarra de Eddie Van Halen. Jim Morrison foi enterrado em Paris no mesmo cemitério onde estão Oscar Wilde, Edith Piaf e Honoré de Balzac, e seu túmulo é ainda hoje tanto um ponto turístico como de encontro de fãs. E, é claro, Keith Richards (ROLLING STONES), reza a lenda, cheirou as cinzas do próprio pai. Mas uma empresa britânica agora oferece a qualquer fã a chance de ser preservado de uma forma tão rock and roll quanto qualquer uma das citadas acima: na forma de um disco de vinil.
Isso mesmo, a companhia And Vinyly (http://www.andvinyly.com/), fundada pelo músico e produtor inglês Jason Leach, fundador de selos de música techno e industrial como Subhead, House of Fix, Daftwerk e Death to Vinyl, usa as cinzas do cliente como matéria prima para um álbum de vinil de 12 polegadas com até 24 minutos de música, uma mensagem pessoal ou até mesmo apenas a "abordagem minimalista", como o próprio release da companhia chama, dos simples ruídos típicos de um disco do tipo. E mais nada.
A ideia começou a tomar forma quando Leach percebeu que havia começado a envelhecer e "talvez não fosse invencível", contou o produtor à Wired.co.uk. Além disso, a mãe de Leach havia começado a trabalhar em um necrotério, de forma que ele pôde se familiarizar um pouco com os processos aos quais são submetidos um corpo logo após a morte.
O incentivo final, conta ele, foi ter visto um programa de TV no qual um americano teve suas cinzas colocadas dentro de fogos de artifício, o que levou Leach a refletir sobre como ele próprio gostaria de ser lembrado. "É um pouco mais interessante do que ser colocado em um pote ou prateleira", argumenta.
O site oferece diversos "pacotes", que vão do básico - com arte padrão, nome do cliente e datas de nascimento e morte -, que custa £ 3.000,00 (cerca de R$ 8.000,00) ao "FUNeral", no qual um "time experiente de organizadores" arranja toda cerimônia onde será tocado o disco, com preços a partir da bagatela de £10.000,00 (em torno de R$26.600,00). Caso você queira ser enterrado, também pode fornecer apenas uma parte do corpo para que o disco seja manufaturado. De acordo com o site Thrillist (http://www.thrillist.com), um corpo humano inteiro fornece "matéria-prima" suficiente para até 30 discos.
Segundo Leach, o mais difícil é escolher a trilha a ser colocada no álbum: "É difícil pensar no que colocar no seu disco porque você quer que seja o melhor disco que você possa imaginar." Por isso, é possível preencher os seus 24 minutos com música especificamente composta para você por artistas dos selos de Leach, com suas próprias sugestões de letras, batidas, etc., pelo preço de $500,00 (cerca de R$1.333,00). Também há faixas já prontas, às quais o cliente pode acrescentar seus próprios vocais.
Mas, afinal, o que o próprio Leach escolheria para seu próprio disco? A Wired perguntou a ele: "Eu definitivamente teria uma gravação da minha própria voz, bem como algumas 'fotos sonoras' de lugares que são importantes para mim, e aí eu teria um pouco da minha própria música lá. É algo em que estou trabalhando", conta.
Interessou? Então confira algumas das possibilidades no site (em inglês) da And Vinyly: http://www.andvinyly.com/.
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