CPM 22: Japinha rompe silêncio e fala sobre vazamento de conversas com fã de 16 anos
Por Igor Miranda
Postado em 18 de novembro de 2021
O baterista Ricardo Japinha quebrou o silêncio e falou sobre o vazamento ocorrido em 2020 de conversas virtuais com uma fã que tinha 16 anos na época do contato. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda transcrita pelo Whiplash .Net, o músico, que foi desligado do CPM 22 por conta da situação, reconheceu a situação como um "vacilo" de sua parte.
"Foi um vacilo. Sempre admiti que foi um vacilo. Talvez eu não devesse nem ter conversado com uma fã pela internet, algo que já me policio bastante. Com uma menor, menos ainda. Só que não estou justificando, mas eu já tive 16 anos e saí com uma maior de idade", afirmou.
Japinha lembrou que as conversas, datadas de 2012, foram divulgadas em 2020 por um perfil no Twitter chamado Exposed Emo, em que mulheres denunciam, anonimamente, supostos assédios e abusos sexuais de músicos das bandas de rock do Brasil, especialmente as do chamado emocore. Na maioria das situações, eram divulgados apenas relatos, mas no caso de Japinha, prints das conversas também foram publicados.
"Não estou diminuindo, mas se bobear, o meu era o mais light (entre os relatos do perfil). Recebi dezenas de ligações de advogados querendo saber se eu não queria processar o perfil, porque não houve crime. Não quis. Até me condenam, dizendo que eu deveria ter partido no contra-ataque, pois dá outra impressão... mas preferi ficar na minha. Eu já não estava legal", disse o baterista, que revelou ter recebido apoio de familiares, amigos e fãs.
O ex-integrante do CPM 22 reforçou que não houve crime cometido de sua parte. "Como os advogados disseram, não houve nada de crime. Não a encontrei, não a assediei sexualmente, então não houve crime. Mas como caiu em uma vala de tribunal da internet e em uma semana onde já havia ocorrido o lance do PC Siqueira, todos estavam muito fervorosos e colocaram no mesmo balaio", declarou.
Ainda de acordo com Japinha, muitos ataques que recebeu nas redes sociais ocorreram por parte de internautas que não acompanhavam o CPM 22. "As pessoas que me atacaram, tanto no meu Instagram quanto no da banda, eram pessoas que não me seguiam, nem seguiam a banda. Estão ali pela notícia e foram lá. Fazer o quê? Não tem para onde correr. É esperar esfriar e começar a plantar novas sementes", disse.
O trecho da entrevista em que Japinha fala sobre o assunto pode ser conferido a seguir.
CPM 22: A saída de Japinha após vazamentos de conversas com fã de 16 anos
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