Rush: Neil Peart fala sobre gravação do "Clockwork Angels"
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 12 de janeiro de 2012
As lendas canadenses do rock, RUSH, continuam trabalhando em seu 20º álbum de estúdio, "Clockwork Angels", previsto para o final do ano via Roadrunner Records.
Em um post em seu site oficial, o baterista do RUSH, Neil Peart, descreveu o ‘making of’ do novo CD:
Estive gravando em Toronto com meus colegas de banda desde meados de outubro até o início de dezembro. Completamos as composições e arranjos para o álbum, 'Clockwork Angels', começamos no fim de 2009 – antes de fazer a pausa para a turnê 'Time Machine', e fazer 81 shows na América do Norte, América do Sul e Europa (grande pausa).
Enquanto o Alex «Lifeson, guitarra» e o Geddy «Lee, baixo/vocal» estavam terminando a composição e o arranjo em um recinto menor do estúdio, lá na sala grande eu estava trabalhando com o ‘The Mighty Booujzhe’, gravando minhas partes da bateria.
Como nos preparamos para começar a mixagem no ano novo, ainda é cedo demais para dizer qualquer coisa sobre os resultados. (Uma vez descrevi a mixagem como 'o fim da espera', enquanto o Geddy chama de 'a morte da esperança.' A respeito do processo, entretanto, eu não consigo resistir a falar um pouco.
É a segunda vez que trabalhamos com a equipe de produção de Nick 'Booujzhe' Raskulinecz e o engenheiro Rich 'Tweak' Chycki. Começar o trabalho com este nível de confiança nos permite atingir altos patamares, e eu gravei minhas partes de bateria de uma maneira que nunca tinha feito antes.
Até nosso álbum anterior, 'Snakes & Arrows' (2007), meu método foi pegar uma versão demo que o Alex e Geddy fizeram de cada música e tocava junto muitas, muitas vezes. Eu experimentava com ritmos possíveis e decorações e gradualmente os organizava em um arranjo. Nesse ponto, eu começava a gravar meus demos – geralmente com o Alex como engenheiro – e os melhorava com o tempo, com a opinião dos meus colegas de banda e do co-produtor (Booujzhe, no caso).
Atualmente eu tenho trabalhando deliberadamente para me tornar mais improvisativo na bateria, e essas sessões foram uma oportunidade de tentar essa abordagem no estúdio. Eu toquei cada música umas poucas vezes sozinho, checando padrões e preenchimentos que funcionassem, então chamava o Booujzhe. Ele ficava no recinto comigo, encarando minha bateria, com uma partitura e uma baqueta – ele era meu maestro e eu era a orquestra dele. (Posteriormente eu substituí a baqueta por uma batuta de verdade).
As músicas do RUSH tendem a ter arranjos complicados, com batidas ímpares, por todos lados, e nossas últimas músicas não são diferentes (talvez piores – ou melhores, dependendo). Antes, muito do meu tempo de preparação eu passava simplesmente aprendendo tudo isso. Eu não gosto de contar essas partes, mas prefiro tocá-las o suficiente até que eu comece a sentir as mudanças duma forma musical. Tocando uma vez após outra, esses elementos se tornavam a música.
Dessa vez eu passei essa tarefa ao Booujzhe. (E ele adorou!) Eu atacava a bateria, reagindo ao entusiasmo dele, e às sugestões dele entre as tomadas, e juntos construíamos a arquitetura básica daquela parte. A batuta dele me conduzia aos refrões, pontes intermediárias e por aí vai – então eu não tinha de me preocupar com as suas durações. Sem contar e sem infinitas repetições.
O texto completo (em inglês) está neste link.
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