Mike Portnoy: opinião dos fãs do Dream Theater é importante
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 29 de março de 2012
Bram Teitelman, do Metal Insider, entrevistou o baterista Mike Portnoy (ADRENALINE MOB, DREAM THEATER, AVENGED SEVENFOLD). Seguem alguns trechos da entrevista.
Metal Insider: Em uma entrevista recente, «Allen, vocalist do SYMPHONY X e ADRENALINE MOB» disse que ele não liga para o que os fãs do DREAM THEATER ou SYMPHONY X pensam do ADRENALINE MOB e que as críticas não o incomodam. Você fica imaginando o que os fãs do DREAM THEATER acharam do disco do ADRENALINE MOB, "Omertá"?
Portnoy: Bem, acho que, no mínimo, sou culpado de me importar demais. Eu realmente me importo com o que as pessoas acham minha carreira toda e todos os vinte e cinco anos com o DREAM THEATER giram em torno disso… Eu conduzi aquela banda e tomei decisões com base na minha preocupação com o que os fãs pensavam e queriam. Isso tem muito peso para mim. Dói quando as pessoas dizem coisas negativas, porque estou numa posição em minha carreira em que estou tentando ficar muito positivo e otimista, e tudo está muito bom no meu mundo nesse momento. Quando vejo pessoas tentando acabar com isso e todas essas trollagens negativas online, machuca de verdade. Eu me vejo uma pessoa muito mais feliz quando eu desligo meu computador e vivo minha vida. Então eu devo dizer que essas coisas importam para mim. Mas eu tenho consciência de que o ADRENALINE MOB não vai agradar todos os fãs do DREAM THEATER. Eu entendo isso completamente, eu entendo isso, é um mundo diferente. Eu sei que há muitos fãs do DREAM THEATER que gostam do lado mais pesado da música, mas há outros que não gostam. Diferentes batidas para pessoas diferentes. Eu entendo isso. Eu apenas não vejo a necessidade de respostas negativas e maldosas. Não há necessidade disso. Se você não gosta, parte pra outra. Se não for a sua praia, simplesmente parte pra outra. Na minha opinião, a variedade é o tempero da vida e é essa minha posição nesse momento. Eu quero fazer coisas diferentes com bandas diferentes e músicos diferentes e eu realmente quero mergulhar em vários estilos e gêneros diferentes. Eu sou um fã de música em primeiro lugar e antes de tudo. Eu posso encontrar beleza no JELLYFISH e U2 tanto quanto no OPETH e LAMB OF GOD, assim como posso com o RUSH e YES. Então eu quero fazer todas essas coisas na minha carreira. Eu não quero fazer apenas uma.
Metal Insider: E você sempre esteve muito presente na comunicação com os fãs, mesmo antes do Facebook e Twitter. Isso foi importante para você desde o começo?
Portnoy: Sim, foi crucial para mim, mesmo nos primórdios em meados dos anos 80 quando o DREAM THEATER ainda era o MAJESTY. Eu era o membro da banda que ficava lá pedindo demos a diversas revistas e respondia a correspondência de fãs e escrevendo a todos que nos escreviam. Eu sempre fui esse cara. E então ao longo de todos os anos de DREAM THEATER, eu era quem cuidava de todos CDs de fan-club e bootlegs e sites e supervisionava nos quadros de mensagens. Eu sempre fui muito presente nisso. E agora na era da mídia social com o Facebook e Twitter, acho que é uma ferramenta incrivelmente valiosa manter contato com os fãs, ouvir o que eles têm a dizer e mantê-los informados. Eu sempre fui desse jeito e isso não vai mudar agora, mesmo não estando no DREAM THEATER. Eu ainda assim vou aplicar essa mentalidade e essa personalidade em tudo o que faço. Mas não é que isso não tenha me feito mal. Foi uma coisa ótima porque eu fico muito em contato com os fãs e posso mantê-los envolvidos no dia a dia. Mas isso me fez mal de certa forma porque eu sou tão aberto com os fãs que muitas vezes as coisas que eu digo tomam proporções exageradas e são levadas a outros lugares, a outros sites, que tentam sensacionalizar tudo e estourar tudo e tentam fazer tempestade num copo dágua. E só o que estou fazendo é tentar manter contato com os fãs. Eu sei que o AVENGED SEVENFOLD não gostava da mídia social. Mas uma vez estando em turnê com eles eu não ia simplesmente cortar relações com meus fãs porque eu estava tocando numa banda que não era muito aberta. Eu precisava continuar tendo aquela relação aberta com os fãs. Então mesmo quando eu estava com o AVENGED, eu tinha necessidade de ter esse canal aberto e essa relação com os fãs, eu não ia simplesmente cortar relações com eles. Eu sei que assim que as coisas se acabaram com o DREAM THEATER e eu ainda estava tentando ser aberto com os fãs e ainda tentava explicar as coisas, a mídia pegou isso e levou a proporções ridículas. Eu cheguei a um ponto em que não devia ter chegado, mas tudo o que eu estava fazendo era o que eu sempre fiz – tentar ser bem aberto e direto e sem firulas e amarras com os fãs. Eu sempre valorizei essa relação e é algo que nunca vai mudar.
Metal Insider: Você acha que ia chegar nesse ponto com a mídia social quando começou?
Portnoy: Bem, eu acho que era inevitável. Quero dizer, mesmo antes da mídia social no fim dos anos 90, início de 2000, apenas com a própria Internet e os quadros de mensagens. Isso deu início àquela linha aberta de comunicação e de repente você pode ver o que os fãs estão dizendo. Lá nos anos 80, quando eu estava começando nisso, você basicamente lançava seu disco e o único feedback que você tinha eram os jornalistas das revistas, tv ou rádio e era só isso. Os fãs nunca tinham palavra ou opinião. Uma vez que a internet veio no fim dos anos 90 de repente eu estava lendo quadros de mensagem e sites especializados e blogs e de repente todos tinham voz ativa. E isso é ótimo, mas também é perigoso. Você ver todos esses trollers negativos no Blabbermouth e eles usam seus computadores como arma. Aposto que metade deles são meninos de treze anos de idade no porão da casa dos pais deles querendo jogar merda no ventilador. É frustrante ver pessoas usando a internet como arma, mas gosto de pensar que para cada bundão fazendo isso há noventa e nove usando o computador produtiva e criativamente de uma forma mais positiva. Mas é sempre esse um que me tira do sério ao invés dos noventa e nove que estão falando coisas ótimas. É preciso apenas de uma maçã podre para estragar a festa.
Leia a entrevista na íntegra no Metal Insider.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após cancelamento de turnê do Deep Purple, Ian Gillan passa por procedimento
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Sepultura se aproxima do último show - banda prepara despedida após mais de 40 anos de história
Músicos falam sobre emoção de retornar aos palcos com o Nevermore
A pergunta de Nicko McBrain sobre os Beatles que nem Ringo Starr soube responder
Namorada de Vince Neil é presa sob acusação de agressão ao vocalista do Mötley Crüe
Baterista John Tempesta anuncia sua saída do The Cult
O tema que Gene Simmons e Stewart Copeland debateram nos bastidores de um encontro de pais
O que pode ter arruinado passagem de Dio pelo Black Sabbath, segundo Geezer Butler
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O único ex-colega do Deep Purple que David Coverdale considera um irmão
Resurrection Fest anuncia primeiras 72 atrações para edição 2027
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Quem era o homem que provocou o incêndio eternizado pelo Deep Purple em "Smoke on the Water"
Como James Hetfield lida com uma gafe no palco do Metallica: "Vem essa onda de vergonha"
O trecho de "The Trooper" que Nicko McBrain não consegue mais tocar após AVC
O que significa "YYZ", título de instrumental que é um dos maiores clássicos do Rush


"The Wall", do Pink Floyd, é o álbum favorito do baterista Mike Portnoy
O disco do Dream Theater em que o primeiro verso é cantado por Mike Portnoy
A música do Dream Theater que "nasceu" depois que Mike Portnoy assistiu show do Pantera
Mike Portnoy relembra Cliff Burton, baixista que morreu há 40 anos
Mike Portnoy elogia "Cursum Perficio", novo disco do Anthrax
Mike Portnoy: veja o baterista e filho tocando "Nightmare"



