Cobertura Minuto HM: Elvis Experience no Shopping Eldorado

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Por Marcus [106] Batera, Fonte: Minuto HM, Press-Release
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Matéria de 07/10/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Caros amantes do metal,

Depois de um certo tempo sem escrever nada no Minuto HM, volto com que está na moda no cinema hoje em dia: a volta às origens! É isso mesmo, volto pra falar da origem de tudo que está relacionado ao eixo Rock/Metal, o que influenciou os Beatles e os Rolling Stones. Trata-se do Rei (o verdadeiro rei), Elvis Aaron Presley!

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Na verdade, trata-se da "Elvis Experience", exposição sobre a vida e obra do rei, que ocorre até novembro/2012 no estacionamento do Shopping Eldorado em São Paulo. A exposição, a maior já feita fora dos Estados Unidos, conta a história de vida de Elvis, desde seu nascimento em 1935 e sua infância pobre em East Tupelo, até sua prematura morte em Memphis, no ano 1977, com apenas 42 anos de idade.

A exposição:

Do lado de fora, a estrutura montada exibe imagens de Elvis e frases de outros músicos famosos inspirados pelo rei, como Elton John e Mick Jagger.

Logo na entrada, o visitante assiste um vídeo de aproximadamente 4 minutos que indica que momentos de muita emoção estão por vir. O vídeo mostra passos, performances e momentos marcantes na vida e na carreira do rei, e introduz um incrível sentimento de nostalgia, de tempos áureos na música mundial.

Passado este primeiro vídeo, nos dirigimos aos primeiros registros de Elvis Aaron Presley, um menino pobre nascido East Tupelo no ano de 1935. Como muitos sabem, Elvis tinha um irmão gêmeo, que nasceu antes dele, mas que infelizmente morreu no parto. Essa primeira parte traz uma maquete da casa onde Elvis vivia com seus pais, com apenas 17m², documentos escolares e até os trajes que relatavam uma época muito difícil para a família Presley.

Porém o próximo ambiente já mostra um jovem muito promissor, fase onde o futuro rei já começava a gravar suas primeiras músicas na Memphis Recording Service, filial da Sun Records. Os primeiros singles são expostos na parede. Se você, roqueiro como eu, parar pra pensar um minuto, vai perceber que estes singles na parede são o início de tudo! Imagine o seguinte: todos (eu disse TODOS) os discos de Rock e Metal que existem NO MUNDO são "filhos" daqueles 5 singles. É muito emocionante vê-los de perto...

Seguindo em frente, existe um espaço dedicado às primeiras aparições de Elvis na TV. Mas é claro que tudo que é novo causa polêmica, e depois de dois recordes de audiência nos programas de Ed Sullivan e Milton Berle, as famosas censuras entraram em ação, principalmente por causa do movimento de suas pernas, que segundo os mais puritanos, era uma má influência para os jovens da época, incitando-os à rebeldia (meu Deus!). Mas o fato é que nas seguintes apresentações de Elvis, entre 1956 e 1957, ele foi filmado apenas da cintura para cima. Uma dessas apresentações censuradas é exibida também nesta sala. Na minha humilde opinião, o rei parece um pouco desconfortável nesta filmagem... quem tiver a oportunidade de assistir o vídeo, veja se concorda comigo ou não.

Mesmo famoso, Elvis, aos 23 anos, foi convocado para o exército e viveu quase um ano e meio na Alemanha. A convocação foi real, porém facilmente descartada devido ao status de Elvis. No entanto, seu empresário resolveu aproveitar comercialmente o fato para expandir o público do rei. Nesta fase a exposição trás imagens de Elvis em uma fria Alemanha, suas roupas da época, a mala e o baú utilizados, e mais alguns documentos raros. Entre eles, uma carta respondida por Elvis a uma fã nos Estados Unidos enquanto servia na Europa.

A próxima sala mostra a carreira de Elvis no cinema, e isso é um fato curioso. Elvis estrelou 31 filmes entre 1956 e 1969, e NENHUM deles deixou de contar com ao menos uma canção do rei. Obra essa de seu astuto empresário Tom Parker, conhecido como "O Coronel". Na verdade, outra curiosidade que nem todos sabem, é que Tom Parker era na verdade Andreas Cornelius van Kuijk, um holandês com suposta situação ilegal na América. E isso, especula-se, foi o levou Elvis a não fazer nenhum show fora dos Estados Unidos.

A seguir o visitante se depara com um telão que mostra Elvis cantando com um estiloso terno branco e uma espécie de gravata (não sei o nome na verdade) vermelha. Atrás do telão a roupa que ele estava usando no vídeo está lá, vestindo um manequim. Além da roupa, os sapatos e os acessórios que compõe o visual do rei no vídeo também estão lá. Realmente o cara tinha estilo. E aí, mais duas curiosidades. O armário de Elvis não tinha nenhuma peça de jeans porque isso o fazia lembrar de sua infância pobre, e visual com as golas levantadas servia para disfarçar o pescoço, que ele mesmo julgava longo e feio.

E aí vem a maior área da exposição, onde são exibidos diversos objetos pessoais de Elvis. Tem muita coisa legal, como o telefone de ouro, o telefone-maleta (uma espécie de bisavô do celular), a TV com o buraco de bala feito pelo próprio cantor, colares, pulseiras, distintivos da polícia (sim, reais), equipamentos para futebol americano, luvas de boxe autografadas por ninguém menos que Muhamad Ali, e, é claro, carros! Em uma seção denominada "Elvis Presley's Toys", a exposição trás duas das máquinas do cantor, o MG A Roadster usado no filme "Feitiço Havaiano" (Blue Hawai) e a linda Ferrari 308 Dino GT4. Outro destaque é a Harley-Davidson Electra-Glide 1200, também linda! Aliás essa moto lembra muito o seriado Chips (quem tem 30 anos ou mais vai lembrar). Nesta sala também está o lindo macacão branco com o desenho da águia em azul e vermelho. Muito bonito mesmo...

Em seguida, o visitante se depara com vários discos de ouro e platina, misturados com prêmios Grammy conquistados pelo rei ao longo de sua brilhante carreira. São muitos prêmios, tanto de performance como de vendagem, o que evidencia que Elvis é realmente o marco-zero do Rock n' Roll.

Seguindo em frente, entramos no "closet" de Elvis. Como já dito anteriormente, lá não existe nenhuma peça de jeans, e todas as camisas possuem golas altas. Tudo muito colorido e com a marca do estilo inconfundível do rei. Dentro desse "armário", mais uma peça especial: o macacão com o tigre desenhado no peito, acompanhado de um cinturão que imita a pele do tigre. Quem no mundo tem condição de usar essas roupas? "Ninguém" é a resposta! Elvis é único!

Na saída deste closet, mais alguns macacões utilizados pelo rei ao longo de sua carreira nos palcos. Todos são acompanhados de fotos e/ou vídeos nos quais Elvis utilizou tais vestimentas. O que mais me chamou a atenção foi um macacão preto, já na saída da sala, que era muito estiloso.

E enfim chega a parte que ninguém gostaria de ver: a morte de Elvis. Uma sala redonda, meio escura, e com uma chama no centro. Nas paredes, jornais e revistas da época estampam, em diversos idiomas, a morte do rei. Claro que as frases "The King is Dead" e "Elvis Dead at 42" são as que aparecem mais vezes. Mas também está uma matéria da revista Veja à época. Televisores espalhados pela sala mostram matérias sobre a morte do rei, exibidas em agosto de 1977. Tem até um trecho do Jornal Nacional. E nos falantes, Elvis interpreta "My Way". As matérias e notícias sobre a morte, contrastadas com a chama no centro da sala e a inconfundível voz de Elvis cantando que fez tudo do "seu jeito" dão realmente um nó na garganta. É realmente muito emocionante, bonito e triste ao mesmo tempo. Uma sensação de perda irreparável. Mas assim é a vida!

Ao sair dessa sala, o visitante entra numa loja com produtos oficiais do evento. Os produtos levam a imagem e o nome de Elvis e também a marca TCB (Taking Care of Business) como o rei chamava sua banda. Os itens são muito bonitos e aparentemente muito bem feitos, mas os preços são um pouco abusivos. Não tenho dúvida que se os produtos custassem um pouco menos, muito mais pessoas comprariam. Saindo da loja ainda existe uma reprodução do muro da mansão de Elvis para que os visitantes pudessem simular um espiadinha na casa do rei. Bem bolado! A maquete de Graceland também foi montada nesta sala. Era bem humilde a moradia do rapaz, viu... :)

E é isso. Na saída ainda é possível deixar uma assinatura numa parede branca, como se fosse pra deixar um recado para o rei. E tem bastante coisa legal que a galera escreveu. Mas a que mais me chamou a atenção estava escrita em inglês, talvez pra ele entender lá de cima, e dizia assim: "The King Will NEVER Die!". Muito bom!

Mas nem tudo são flores, infelizmente...

Logo de cara, muita desorganização. Os ingressos têm hora marcada quando você vai comprar. Mas na prática, não têm! Quando chegamos havia uma fila gigante para entrar na exposição. Eram aproximadamente 10:50 da manhã e meu ingresso era para 11:00. Na fila havia pessoas com ingresso para às 10:00, 12:00, 14:00. Uma completa zona!

Ok, depois de uma hora na fila, torrando sob o forte sol do dia 15/09/2012, chegamos a uma sala onde o visitante se cadastra para receber fotos e demais materiais do envento. Ou melhor, se cadastraria, se a mal-humorada moça não virasse pra você com a frase "Tá sem sistema!". Impressionante como tudo hoje em dia é culpa do sistema...

Chegamos depois na última sala antes do início da exposição, e aí vai ficando mais evidente os espírito de porco de pelo menos 80% dos brasileiros. A fila não anda porque as pessoas querem tirar fotos com painéis de Elvis ao fundo. Lá dentro, a equipe explica que os visitantes podem filmar e fotografar A VONTADE, mas pede REPETIDAS VEZES para que NÃO UTILIZEM FLASH para não danificar o acervo. É a mesma coisa que pedir pra usar o bendito flash! É IMPRESSIONANTE a falta de educação do nosso povo! Isso sem contar falta de respeito e furadas de fila dentro das salas da exposição.

Dentro de algumas salas principalmente, o calor é muito forte! As pessoas suam demais. É muito quente mesmo! Isso é algo que tem que ser revisto pela organização, pois além de desconforto para o visitante, a temperatura também pode, de repente, causar algum dano para algum dos itens históricos lá exibidos.

Ou seja, quem for também tem que ter paciência! Ficou claro que o Brasil ainda engatinha para organização de eventos! A parte "brasileira" do evento deixou MUITO a desejar! E, infelizmente, o povo brasileiro ainda não tem a educação necessária que se espera de um país que quer ser grande. A cultura do "primeiro eu" e do "a regra é pra todo mundo, menos pra mim" é algo nojento de se presenciar. Só dá pra lamentar mesmo...

Para terminar, minha opinião é que a exposição é muito boa, muito rica em artigos raros do rei e muito bem montada. Apesar dos pontos negativos, pra quem é fã de Elvis, ou simplesmente fã do movimento que ele criou, vale muito a pena ir, sim! E é melhor que seja com calma porque tem muita coisa pra ver. Ah, e vá preparado emocionalmente também!

Acesse a matéria original no Minuto HM para ver uma caprichada seleção de fotos da exposição, em detalhes, de tudo que foi comentado ao longo do texto - e mais!

http://minutohm.com/2012/09/30/elvis-experience-shopping-eld...

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