Heavy Metal: como o tempo e a tecnologia mudaram as tours
Por Fernando Portelada
Fonte: Brave Words
Postado em 18 de fevereiro de 2013
A Road Crew books recentemente se encontrou com Willie Gee, o técnico de guitarras do frontman do MEGADETH, Dave Mustaine. Um trecho desta conversa pode ser visto abaixo.
P: Você trabalhou principalmente para bandas pesadas, como o MEGADETH, ANTHRAX, LAMB OF GOD e KING DIAMOND. Você vai atrás do metal por que é isso que você realmente gosta?
Willie: Exatamente isso. Algumas vezes eu não sei se estou indo atrás do Metal ou se eles que estão atrás de mim! Eu amo música pesada desde sempre. Eu não consigo imaginar não estar com uma banda de metal durante as turnês. Dinheiro é importante, como todos bem sabem, mas eu não sei se sou mimado ou algo assim... Eu não sinto tanta facilidade em outros trabalhos como sinto em shows de metal. Acho que estou muito imerso nesta subcultura. Eu comecei a fazer uns trabalhos para o Black Eyed Peas, e alguns membros da equipe ficavam soltando piadinhas sobre eu ser ‘o cara do metal’. Não suporto isso. Além de tudo, parece que outras bandas que não as bandas de metal, possuem mais chefes na cozinha para se falar, o que dificulta conseguir que qualquer coisa seja feita. Não gosto de ser comandado por pessoas que de fato não fazem nada.
P: De que formas você sente que as turnês mudaram desde que você começou a viajar?
Willie: Eu não estou fazendo turnês há tanto tempo assim, mas eu me lembro de quando tinha que ligar para representantes das companhias, agentes e até para casa de um Orelhão! A tecnologia mudou as turnês mais do que qualquer outra coisa. A banda larga definitivamente tornou as turnês muito mais fáceis, como comunicação e transferências de informação são realmente importantes, eu sou bem curioso sobre alguns novos produtos que estão saindo por aí. Falando em banda larga... todos que tiveram que trabalhar com equipamentos sem fio nos últimos anos sabem dos problemas causados pela interferência das redes sem fio.
Willie: Toda a situação da tragédia de 11 de setembro, a ‘guerra ao terrorismo’, e tudo isso, definitivamente fizeram as turnês se tornarem um pouco diferentes. Qualquer um que viaja bastante por QUALQUER razão, sabe a dor que se tornou viajar depois de 2001 e para piorar tudo, fazer shows em lugares como Nova York, com suas restrições de veículos e trailers, acaba não sendo uma experiência agradável também.
Willie: Em uma escala menor, a popularidade das mídias sociais... ugh... Algo que não existia até recentemente. Em todos os shows as pessoas aparecem e agem como devessem ter tratamento especial porque eles acham que tem uma conexão com algo ou alguém porque eles ‘seguem’ ou são ‘amigos’ de alguém em algum lugar... Eu digo muito isso: No passado, quando havia um show, as pessoas compravam seus ingressos com antecedência, esperavam para entrar, assistiam ao show e iam para casa. Agora as pessoas compram um pacote de entrada VIP com direito aos bastidores, ou algo assim, e eles sempre chegam atrasados, mesmo sabendo a hora que as coisas estão marcadas para começar, mas simplesmente porque eles gastaram dinheiro, eles esperam ser uma audiência privada ou algo assim. Horrível. Compre seu ingresso, veja o show e vá para casa. Não esqueça de comprar uma camiseta na saída.
Veja a entrevista completa, em inglês, no blog da roadcrew:
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