Slayer: "trabalho como sempre, mas com um membro a menos"
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 07 de novembro de 2013
O guitarrista do SLAYER, Kerry King, foi entrevistado pelo programa de rádio Full Metal Jackie. Uma transcrição desta conversa está disponível abaixo.
FMJ: O SLAYER, claro, tem a turnê Norte Americana [chegando no final de outubro], a primeira da banda em dois anos. Ela vai até o fim de novembro. Vocês estão em turnê durante todo o verão [na Europa] com Paul [Bostaph, bateria] e, claro, Gary Holt [guitarra, também do EXODUS]. Em que ponto nestes últimos cinco meses você percebeu que esta formação da banda estava pronta para entrar no estúdio ou trabalhar em novas músicas?
King: "Bem, realisticamente, assim que Paul se juntou a nós. Comecei a ensiná-lo as coisas novas, porque temos provavelmente treze quatorze música [escritas para o próximo álbum]. Então nós não tivemos qualquer tempo para aprender estas coisas, foi tipo: 'Bem, vamos tirar esse tempo para aprender estas coisas, e quando chegar a hora, nós já teremos feito 90% do trabalho."
FMJ: Os fãs de metal ao redor do mundo ficaram terrivelmente entristecidos pela morte de Jeff Hanneman. Seu estilo será trazido para a banda e continuará a influenciar o legado do SLAYER mesmo após sua morte?
King: "Acho que sim, quero dizer, quando você toca guitarra ao lado de alguém - Jeff e eu, ou eu e Jeff - acho que nossos estilos se fundem um pouco. Eu acho que algumas da coisas que eu escrevi, eu acho que as pessoas vão dizer: 'Uau, isto soa como se Jeff o tivesse feito'. E coisas que ele compôs, caso ele estivesse fazendo-o ainda, as pessoas diriam que soaria como algo que eu tivesse feito. Mas, você sabe, nós estivemos juntos tanto tempo e estamos meio que em fusão um com o outro. Eu acho que será um trabalho como sempre, mas com um membro a menos, o que é chato para todo mundo."
FMJ: Esta é a primeira turnê do SLAYER como headline em alguns anos. O que você está mais esperando disso?
King: "Sim, é a primeira em uns seis ou sete anos. Toda vez que chegamos aos EUA, era para o Mayhem [Festival] ou em uma turnê do SLAYER/MANSON [Marylin] ou SLAYER/MEGADETH, então nós tínhamos no máximo uma hora e cinco minutos no palco, uma hora e dez minutos, mas agora vamos poder tocar uma hora e meia, uma hora e quarenta e cinco, coisas que não fazemos nos Estados Unidos em muito tempo. Eu gosto de fazer estes sets completos, porque você é na verdade a última pessoa tocando, a maioria dos fãs gasta seu dinheiro para ver você. Então eu quero poder dar algo que vão lembrar por bastante tempo."
FMJ: O que podemos esperar do setlist da turnê? Você vai estrear alguma nova música antes do lançamento?
King: "Sem músicas novas. Acho que é bem melhor que as pessoas conheçam nossa música antes de ir vê-la, porque ela é tão intrincada e rápida que você não pode entendê-la muito bem de primeira. Não é um bom condutor para uma experiência de fã-banda. Quero dizer, eu sei que temos Youtube e vídeos desta música estarão lá no dia que acabarmos de tocar, mas eu também acredito que as pessoas devem ter a versão em disco, onde tudo soa como você quer que soe, e então eles podem ver ao vivo sabendo o que esperar."
FMJ: Você já questionou o futuro da banda?
King: "Não. Eu sou uma das pessoas que sempre teve a opinião de que se eu, ou Tom [Araya, vocal/baixo] ou Jeff não estivéssemos na banda, não deveríamos ser chamados de SLAYER, mas eu estava pensando se alguém saísse, não se alguém morresse. É um pouco diferente para mim, porque agora eu tive meu parceiro de composição tirado de mim, não é como se ele tivesse abandonado. Eu ainda estou em um lugar onde tenho que trabalhar. Eu não quero um novo emprego, gosto do meu trabalho [risos]".
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