Abril Pro Rock: em balanço positivo, produtora comenta festival
Por Diego Camara
Fonte: Abril Pro Rock
Postado em 30 de abril de 2014
Após uma maratona de 23 shows, na madrugada deste domingo o festival Abril Pro Rock encerrou sua 22ª edição com a presença de cerca de dez mil pessoas nos dois dias de festival no Chevrolet Hall, em Olinda. Na noite pop, a sexta-feira (25), destacaram-se os novos talentos da atual safra local de músicos e as homenagens a grandes ícones: Renato Barros (líder da Renato e Seus Blues Caps), acompanhado pelo frescor moderno da banda Autoramas, e Reginaldo Rossi, celebrado com um grande tributo de vozes pernambucanas. As atrações gringas Sebadoh, Havok, Conquest for Death, Obituary e Kataklysm encontraram um público sedento por suas estreias na cidade, tal qual os fiéis camisas pretas de bandas brasileiras cultuadas como Chakal (MG), Olho Seco (SP) e Hibria (RS).
"Estamos muito satisfeitos com o festival, conseguimos o que esperávamos de uma programação com 80% de atrações inéditas, e sem um headline super famoso. Atingimos o público previsto para essa aposta que é a identidade do festival, revelar e destacar a renovação da música e dar visibilidade a grandes clássicos para a nova geração. É a cara do Abril Pro Rock ver o amadurecimento de um artista como Johnny Hooker, que começou no nosso palco, e a revelação da Cena Beto, na apoteose da Orquestra Betodélica", comenta Paulo André Pires, diretor artístico do festival.
Entre os momentos memoráveis da primeira noite, estão ainda as presenças de nomes da nova MPB (Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro e Bárbara Eugênia) e a novidade do palco Som na Rural, que recebeu Joanatan Richard, Daniel Groove e a Trummer SSA.
Na "noite dos camisas pretas", a alma do Abril Pro Rock, fãs de rock pesado de todo o Nordeste se concentraram no sábado (26) para um verdadeiro culto ao metal. Pelo menos 30% dos 7,5 mil espectadores da noite vieram em caravanas de outros municípios. Entre os ponto altos, estão o encontro de Desalma com a percussão vibrante do Bongar, a animação pulsante dos músicos da Conquest for Death (EUA), a densidade dos canadenses da Kataklysm.
Mas os momentos mais emocionantes ficam por conta do público, fiel, que se emociona e vibra com a presença de seus ídolos. "Se não fossem vocês, acho que a banda nem existiria mais", disse no palco o vocalista de Olho Seco. E assim uma legião de preto fez rodas de pogo, moshes (mergulho na plateia) e muito barulho principalmente com Chakal e Obituary, a banda mais aguardada da noite que encerrou o festival.
"A diferença entre o público pop e os roqueiros é a fidelidade. Os ‘camisas pretas’ esperam o ano inteiro, acompanham as bandas antes, durante e depois. Compram camisetas, discos, produtos... São gerações de fãs, é fácil encontrar, pais e filhos, avôs com os netos juntos no mesmo show. O público da primeira noite busca mais o que está em alta, a novidade, e a música independente não se renova nessa velocidade de ter nomes arrebatores a cada ano, por isso sempre esperamos uma plateia mais tímida e dispersa, mas curiosa. O festival vai seguir com essa vontade de dar espaço para novos nomes e fortalecer os clássicos", conclui Paulo André.
MAIS APR - Além do shows, o festival, patrocinado pela Petrobras, confirmou sua pluralidade de atividades com mais um ano do Abril Pra Moda (com a presença das marcas Estudio Zero, Maria Ribeiro, Anunciada, Juliana Beltrão, Design Ecológico, Etiqueta Verde, Tax, Sou Tee Bags, Fridas, Think Collection, Karina Leão, Senhorita Xodó, Felíni, Paralella, Circorama, Alfinete Brechó, Nuvemm, Meninas de 70 e Daníssima), oficinas de formação profissional inteiramente gratuitas, realizadas por profissionais de referência do mercado cultural entre fotografia, design, artes visuais, empreendedorismo, produção e captação de recursos, lançamentos de livros, pocket shows prévios e a realização da terceira edição da exposição Poster Arte Design, que segue em cartaz no Centro Cultural Correios até o dia 10 de maio.
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