Obituary: breve história dos mestres do Death Metal

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Por Leonardo M. Brauna
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Na primeira metade da década de 1980 na Flórida - EUA, um grupo de jovens começava a se organizar massivamente e dessas reuniões surgiram nomes como DEATH, vindo de Orlando, MASSACRE, MORBID ANGEL, DEICIDE e XECUTIONER, esses saídos dos “corredores” de Tampa. Os membros do XECUTIONER, JOHN TARDY (vocal), ALLEN WEST e TREVOR PERES (guitarras), DANIEL TUCKER (baixo) e DONALD TARDY (bateria) lançaram de 1985 a 1987 as DT’s “Metal Up Yours Ass”, “Demo 1986, “Demo 1987” e a coletânea “Raging Death” com participação das bandas SADUS, LETHAL PRESENCE, BETRAYEL e R.A.V.A.G.E. Em 1988 o grupo descobriu que em Boston já existia outra banda com o mesmo nome, então resolveram mudar para OBITUARY.

Não demoraram muito em conseguir um contrato pela “Roadrunner Records”, e ainda no mesmo ano entraram no estúdio “Morrisond”- Flórida para a concepção do primeiro álbum. O lendário SCOTT BURNS foi escolhido para chefiar as sessões da produção, então ele entrega à banda uma obra prima que deram o nome de “Slowly We Rot” lançado no dia 14 de junho de 1989. Esse álbum só nos EUA vendeu 250.000 cópias e até hoje é considerado pela maioria dos fãs como o mais pesado dos norte- americanos.

Mudanças na formação começaram a surgir, o baixista TUCKER deu lugar a FRANK WATKINS e o guitarrista WEST cedeu o posto para JAMES MURPHY. Com essa formação a banda mais uma vez entrou em estúdio com a mesma equipe técnica e saíram com um dos mais importantes “tesouros” do Death Metal, “Cause of Death”. O álbum saiu em 19 de setembro de 1990 e mais uma vez BURNS se superava na produção elevando a qualidade sonora a um patamar impressionante. A capa foi ilustrada pelo artista “Michael Whelan” e segundo o livro “Choosing Death - The Improbable History of Death Metal and Grindcore”. A arte era pra ser empregada no álbum “Arise” do SEPULTURA, mas devido a “atrasos” dos brasileiros com a gravadora, foi decidido que a imagem sairia no lançamento do OBITUARY. (temos que reconhecer que a capa do “Arise” também é de encher os olhos, não é?).

Com os dois últimos lançamentos os “meninos” de Tampa vinham a cada dia alcançando mais respeito na cena mundial com uma maneira singular de se fazer Death Metal. Em abril de 1992 foi à vez de “The End Complete” invadir o mundo “underground” passando as 200.00 cópias vendidas nos EUA e mais de 550.000 em todo o mundo. Na lista “Heatseekers Top” da “Billboard” ele chegou a ocupar o 16º posto. A nova ilustração também rendeu milhares em camisetas, sendo a banda do “casting” da Roadrunner que mais vendeu esse item. O álbum também promoveu o retorno de ALLEN WEST.

Em julho de 1994 é lançado o EP “Dont’ Care” com três faixas, entre elas a inédita "Killing Victims Found". A banda estava preparando terreno para “World Demise” que deu as caras em setembro de 1994 trazendo temas politizados a começar pela capa do disco. A parte musical também difere um pouco dos anteriores e a produção dessa vez é dividida entre BURNS e a própria banda.

Depois de três anos sem gravar, o OBITUARY ressurge mais imponentes como nunca. Em abril de 1997 o mais novo trabalho “Back from the Dead” traz um som consistente e arriscam até um “meio Hip Hop” na faixa “Bullituary com participações dos “DJ’s” DIABLO D e SKINNER T. A produção ficou por conta de “Jaime Locke” com OBITUARY. Por suas novas experiências esse trabalho é considerado “intermediário” para a maioria dos fãs.

Em 1998 faltava à banda um item precioso e um presente para os fãs que ainda não tinham ouvido um registro ao vivo do grupo. No mês de abril então, chega às “paredes” das lojas o festejado “Dead”, composto com os maiores clássicos do OBITUARY o CD traz 16 faixas que exprimem toda sagacidade da banda no palco.

Em janeiro de 2001 a Roadrunner trouxe mais uma vez SCOTT BURNS para a produção e junto com Locke, “Rick Miller”, “Mark Prator” e a própria banda produziram uma grande coletânea que conta com 20 músicas, incluindo a versão demo de “Find the Arise” e um cover para “Buried Alive” (VENOM). O nome desse trabalho ficou conhecido como “Anthology” que alcançou a marca de 1,25 milhões de álbuns vendidos e quase 500 shows pelos emisférios.

Rejuvenescidos, o próximo álbum de estúdio, “Frozen in Time” quebrou o “jejum” que vinha desde 1997. Foi um retorno triunfal às salas de gravação, e também encerra o período da banda como co – produtora, já que essa atividade aqui ficou por conta de BURNS e Prator. A turnê deste álbum serviu para o DVD “Frozen Alive” que conta com performances magistrais dos membros.

Um dos períodos mais importantes e conturbados para o OBITUARY foi em 2007. No dia 16 de maio ALLEN WEST foi preso pela “quinta” vez por dirigir bêbado, este passou oito meses cumprindo pena na “Gainesville Correctional Institution”. Em agosto o seu sétimo álbum, “Xecutioner’s Return” saiu pelo novo selo “Candlelight” e a produção ficou inteiramente nas mãos da banda. RALPH SANTOLLA (DEICIDE, DEATH, ICED EARTH) assume o posto de guitarrista solo e um clipe da música “Evil Ways” é editado. O título nitidamente traz referência do primeiro nome da banda e a fórmula foi a mesma utilizada no álbum anterior. A capa foi ilustrada pelo renomado artista “Andreas Marschall”. Mais um DVD foi lançado ao mercado, “Live Xecution Party San 2008”.

2009 é o ano do “Darkest Day”, lançado em junho pela mesma gravadora e trazendo de volta o produtor Mark Praton, o Álbum pode ser considerado como uma “extensão” dos dois anteriores, ou seja, o OBITUARY nunca perdeu a forma e o sangue no olho desde as suas origens. Mais uma vez a brilhante arte é assinada por MARSCHALL, e um fato lamentável é a saída do veterano WATKINS que fez deste a sua última participação vindo acompanhando a banda desde “Cause of Death”.

Este foi só um resumo da trajetória dessa grande banda que vem contribuindo para o “poder de fogo” de um dos mais extremos estilos do “Metal” e que a cada lançamento satisfaz mais ainda a expectativa de seus fãs. E que tenham vida longa!

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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