Slaughter: de volta ao palco da cidade natal

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Por Paulo Giovanni G. Melo, Fonte: Las Vegas Review-Journal, Tradução
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Por DOUG ELFMAN do LAS VEGAS REVIEW-JOURNAL

Antes das bandas IMAGINE DRAGONS, THE KILLERS, CSI, OCEANS ELEVEN ou THE HANGOVER, havia o SLAUGHTER.

O SLAUGHTER foi a primeira banda de rock multiplatinada de Las Vegas - na verdade o grupo foi a primeira banda a representar Vegas no mundo inteiro.

Mas naquele tempo muitos americanos não achavam que era uma boa coisa ser de Las Vegas, como lembrou Dana Strum, baixista da banda.

Jornalistas tentavam não mencionar que a banda era uma entidade de Vegas, dizendo que o SLAUGHTER era de Los Angeles.

"Os cassinos não davam moral para o Hard Rock e o Rock nos anos 80. Eles não tinham descoberto esse tipo de coisa ainda", disse Strum.

Então, onde o SLAUGHTER tocou seus grandes sucessos "Fly to the Angels" e "Up All Night"?

"Você ficaria chocado sobre como em 1989 era fora de moda ser de Las Vegas", disse o baixista.

De acordo com a lembrança dele daquele tempo, demorou cerca de um ano para a MTV considerar o SLAUGHTER como algo legal.

Nos anos seguintes, Dana Strum acredita que a percepção de Las Vegas se tornou positiva depois da abertura do Hard Rock Hotel, do MegaResort Miragem de Steve Wynn e, depois, do Hotel Maloof's Palms.

"Para o THE KILLERS já foi algo positivo para eles ser de Las Vegas. E não havia uma banda de Vegas há muito tempo", disse Strum.

Strum ainda vive aqui em Las Vegas. Mark Slaughter, vocalista, vive em Nashville. O guitarrista Jeff Blando se mudou para a Flórida. Mas a banda está reunida aqui para tocar com o GREAT WHITE no Eastside Cannery.

E mesmo que o SLAUGHTER toque as canções do jeito que os fãs querem ouví-las, algumas coisas mudaram. Por um lado, Strum diz que ele não é mais o caçador de donzelas que costumava ser.

"Tomei algumas decisões equivocadas no início de minha carreira, quando eu era mais voltado, digamos, para ser o típico mulherengo do rock dos anos 80, e toda aquela coisa".

Hoje em dia ele se pergunta porquê tomou aquelas decisões.

"Alguma coisas, eu acho, foram feitas só para sair do tédio. Outras não foram para frente, simplesmente pelo fato de que você poder fazer não significa que deve fazer."

Não o entenda mal. Ele não está envergonhado. Apenas seguiu em frente.

"Muitas daquelas pessoas ainda aparecem nos shows, e algumas delas esperam comportamentos daquele tempo, e não estou dizendo que não há mais nada daquele período", disse.

Dana Strum atribui parte de sua longevidade ao fato de não usar drogas e à sua reabilitação. Ele bebia, mas agora está moderado.

"Não posso beber hoje o que eu costumava beber há 30 anos. E acho que também não iria querer. Larguei aquilo. Tive bons momentos, mas hoje penso que não posso beber meia garrafa de Jack Daniels."

Strum diz que as bandas de Rock dos anos oitenta não foram projetadas para durar, mas a sua conseguiu.

"Quando você ouve as pessoas cantando suas músicas, depois de muitos anos, e você sabe do seu lugar na cadeia alimentar do Rock n'Roll, você se sente bem sucedido", disse ele.

"Reconheço o lugar do SLAUGHTER. Não faço nada além do que a banda seja. O SLAUGHTER não é o ROLLING STONES nem os BEATLES".

"Fizemos as músicas que esperávamos que as pessoas se sentissem bem. Somos felizes por durar tanto tempo. Tentamos ser divertidos, artistas de respeito."


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Sobre Paulo Giovanni G. Melo

Mineiro de Belo Horizonte. Fã de Hard Rock e Heavy Metal, especialmente a partir dos anos 80, não dispensa um disco ao vivo destes estilos. Entre várias de suas bandas preferidas estão Ratt, Aerosmith, Buckcherry, The Cult, Whitesnake, Whitecross, Guns N' Roses e Motley Crue.

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