Rush: Alex Lifeson afirma que banda não acaba após turnê

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O guitarrista Alex Lifeson, das lendas canadenses do rock, RUSH, foi entrevistado no último episódio do "Eddie Trunk Podcast", podcast de Eddie Trunk, co-apresentador do clássico do canal VH1 "That Metal Show". Seguem alguns trechos da conversa (transcritos pelo BLABBERMOUTH.NET).

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Falando sobre como sua luta contra a artrite afetou seu modo de tocar:

"Sabe, você tem de ser cuidadoso com o que fala nos dias de hoje. Eu tenho artrite há uns doze anos e estou lidando com isso – artrite psoriásica. Para mim está primariamente na minha sensibilidade e um pouco nas minhas mãos. E eu fico um pouco mais enrijecido ao fim de um show, e sinto no dia seguinte, mas não é nada, na verdade, que me impeça de tocar. Isso não me atrapalha. Eu apenas fico mais atento. Mas não posso dizer que isso seja a razão pela qual estou errando [risos]"

"Eu fico ouvindo agora, e quase me arrependo de mencionar isso no passado. Porque todo mundo pensa 'Oh, as mãos dele… Ele tem artrite, e agora acabou. Ele não pode tocar.' Eu sinto, assim como todos nós quando envelhecemos – dores e todo esse tipo de coisa – mas isso não me impede de tocar. Isso torna a coisa um pouco mais difícil, um pouco mais desafiador fazer as coisas rápidas, e eu tenho um pouco mais de sequelas no dia seguinte, mas não é nada que fique no meu caminho."

Falando sobre como ele faz para lidar com a artrite psoriásica:

"Eu estou tomando uma medicação biológica, Humira. Você provavelmente já viu as propagandas do Humira. E eu estou tomando, acho, já faz uns quatro anos. Então foi bom. Eu tomei um monte de medicações diferentes que foram bem complicadas para meu sistema e tinham muitos efeitos colaterais. Então eu troquei para o Humira e agora estou fazendo propaganda para eles. E realmente funcionou bem para mim."

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Falando se a turnê atual do RUSH será a última em grande escala:

"Bem, eu amo o que fazemos. Acho que estamos tocando realmente bem. Os shows estão sendo ótmos... tudo isso. Evidentemente, o Neil [Peart, bateria] não está curtindo fazer turnê... essa coisa de fazer turnê, por um bom tempo. E ele tem uma jovem família, e ele tem todas suas próprias razões. Ficou difícil para ele tocar, e ele também tem problemas de saúde. Acho que ele mencionou no artigo da Rolling Stone que tocar, para ele, é como correr uma maratona enquanto soluciona equações matemáticas. Então é muito desafiador, é muito atlético, e aos quase 63 anos, é muito mais difícil. É um show de três horas. Não tem escapatória. Nós deveriamos ter reduzido essa turnê. Não conseguimos. Talvez no futuro haja uma oportunidade de mudar um pouco as coisas, a forma como fazemos. Eu acho, lá no fundo, que essa é provavelmente a última grande turnê que faremos. Eu gosto de pensar que faremos apresentações especiais – talvez uma semana em Nova Iorque, ou algo assim – mas nós nem sequer discutimos isso. Nós apenas queremos finalizar essa turnê e vê em que pé ficamos. Queremos discutir se vamos fazer outro disco dentro em breve... muitas coisas."

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"Seja o que for essa turnê, não é o fim da banda. É apenas... tipo, rever onde ficamos em termos de grandes turnês. E é tipo isso."

"Não estamos dando adeus. Estamos dizendo que nos vemos em breve."

"Seja o que for… se for o fim das turnês, eu fico feliz por pelo menos estarmos tocando bem, que desenvolvemos um show que realmente, sabe, é algo em termos de nossa história. E é legal sair dessa forma, você estando – no seu melhor, ou próximo disso."

"Eu iria odiar pensar que fossemos uma dessas bandas que toca por umas semanas em [Las] Vegas —por qual razão, eu não sei... Dez shows no Madison Square Garden, bem, aí é um pouco diferente. E você traz pessoas do país inteiro. Eu não estou dizendo que é algo que faremos, mas essa é uma opinião, ou é algo que poderíamos fazer ao invés de uma turnê grande e levar gente ao local. Vegas não é o tipo de ambiente, eu acho, para nós. Nós certamente ficaríamos felizes em fazer algo assim."

Falando se o problema de Peart com turnês tem mais a ver com o fato de que ele não gosta de viajar e ficar longe de casa do que com questões de saúde:

"Bem, é isso, e ele tem outros interesses. E acho que ele fica feliz estando em casa e fazendo as coisas dele."

Se o RUSH compôs material para um novo álbum de estúdio:

"[Nós não fazemos nada] enquanto estamos na estrada. Eu tenho uma tonelada de coisa que vim compondo nesses últimos anos... bem, mais que isso. E eu sei que se o Geddy [Lee, baixista/vocalista do RUSH] e eu sentarmos juntos, vamos aquecer os motores muito rápido. E temos conversado um pouco sobre fazer isso. E eu não tenho dúvidas de que, no outono, a gente passe um tempo juntos e talvez comecemos a tocar. Ele está realmente em um lugar interessante agora. Ele adora ficar na estrada, ele adora trabalhar. Ele está com muita saúde, sentindo-se ótimo. E ele meio que renasceu, eu acho, com toda essa idéia de tocar na banda e tudo o que isso significa. Então ele está bem entusiasmado. É meio que um incentivo.




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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