Regis Tadeu: Boa viagem de volta ao seu planeta, David Bowie
Por Bruce William
Fonte: Regis Tadeu
Postado em 11 de janeiro de 2016
Regis Tadeu comentou a morte de David Bowie, ocorrida de forma inesperada há poucas horas, confira a bela homenagem no link a seguir e alguns trechos mais abaixo.
https://br.noticias.yahoo.com/boa-viagem-de-volta-ao-1340934080233526.html?nhp=1
Fazia muito tempo que ele estava fora dos holofotes. Sem turnês, sem aparições espetaculares onde quer que seja, David Bowie havia se limitado a continuar registrando suas mutações artísticas em seus dois últimos e espetaculares álbuns, The Next Day e Blackstar. Ninguém fora de seu círculo de convivência sabia que ele estava doente. Conseguiu esconder por 18 meses o tratamento contra o câncer que vinha fazendo. Sua morte pegou todo mundo de surpresa. Uma surpresa tão grande quanto aquelas que ele causava a cada disco que lançava, a cada turnê que fazia, a cada movimento artístico que realizava.
Ele passou mais de quatro décadas de carreira jogando na nossa cara o quão bela poderia ser a esquisitice. Sua ousadia estética, aliada a uma audácia sonora que inovava todos os padrões do rock e do pop a ponto de não distinguirmos mais os limites entre um e outro, formaram um conjunto visionário que exemplificou a música como ferramenta de revolução artística. Sua trajetória deveria ser estudada como matéria de faculdade, independente do curso.
(...)
Era uma figura tão emblemática e gigantesca – não em estatura física, já que era bem baixinho, só um pouco mais alto que o Ronnie James Dio, algo que me espantou quanto tirei uma foto a seu lado depois de conversar rapidamente com ele em 1997, quando esteve no Brasil durante a turnê do álbum Earthling - que já está causando nas redes sociais uma comoção semelhante ao falecimento de Lemmy no final do mês passado, com manifestações de pesar de gente que nunca ouviu algo além de "Let’s Dance" na vida, assim como milhares de pessoas "choraram no Facebook" sem ter a menor ideia do som do Motörhead. Normal para um tempo em que é mais importante "parecer legal" do que ter algum tipo de genuíno sentimento de perda…
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