Amy: um documentário denso e intenso sobre uma das maiores vozes do nosso tempo
Por Ricardo Seelig
Postado em 20 de fevereiro de 2016
"Amy", dirigido por Asif Kapadia (o mesmo cara que fez "Senna", lançado em 2010), é um documentário denso e pesado. O filme conta, sempre através de cenas reais, a trajetória da cantora inglesa Amy Winehouse, um dos maiores talentos que a música viu surgir na última década, falecida em 2011.
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O filme constrói um retrato bastante revelador da inglesa. Dona de uma voz poderosa e um temperamento irregular, Amy desde cedo sentiu os efeitos da separação dos pais, ocorrida quando ela tinha apenas 9 anos. Desde então, aliou a frágil personalidade com a busca incessante por uma figura masculina forte, refletida em seu primeiro empresário, nos produtores, no próprio pai (que só se reaproximou quando ela já era uma artista conhecida) e no marido, Blake Fielder.
Alcoólatra e bulímica, Amy desceu ladeira abaixo ao se apaixonar por Fielder, que a apresentou ao mundo da heroína e do crack. Então, basta puxar na memória e relembrar a descida vertiginosa da cantora até a sarjeta. Descontrolada e totalmente fora da realidade, Amy teve a sua intimidade e o seu pior momento retratados minuciosamente pela imprensa inglesa, que cercava cada um de seus passos como urubus famintos em volta de uma carcaça.
No meio disso tudo, vemos a enorme capacidade de Amy em compor canções arrebatadoras, donas de uma beleza dolorida e versos confessionais. Não à toa, "Back to Black", seu segundo (e sensacional) disco, transformou-se em um dos álbuns mais conhecidos destes tempos recentes.
O documentário acompanha de maneira extremamente próxima e com cenas de arquivo vindas de amigos, da própria Amy e de pessoas próximas, o seu declínio e mergulho na dependência química. Uma jornada perturbadora, que impacta o espectador de maneira profunda, tornando ainda mais dolorida e sentida a perda de uma artista dona de um talento raro.
Indicado ao Oscar, "Amy" é um documento impressionante sobre uma das maiores vozes do nosso tempo. Como bem afirma o lendário Tony Bennett em certo ponto: "Amy está no mesmo patamar de Ella Fitzgerald e Billie Holiday, e é assim que deve ser lembrada por todos". Quem somos nós para discordar?
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