O instrumento musical que AC/DC tem orgulho de nunca ter utilizado nos seus álbuns
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de março de 2025
Quando o assunto é AC/DC o que vem logo na mente são guitarras distorcidas, baixo pulsante, bateria para dar o groove e uma voz rasgada acompanhando. Uma análise minuciosa da discografia da banda australiana revela que nos arranjos de seus hits não há muito espaço para outros instrumentos.
Em entrevista resgatada pela Far Out, o guitarrista Angus Young relembrou a ocasião que o produtor Eddie Kramer sugeriu que o grupo utilizasse piano nas suas composições. A resposta do músico foi um sonoro "não, obrigado, estamos bem assim":
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"Não sei por quê, mas ele ficava falando de piano", disse o guitarrista. "Talvez achasse que um piano fosse algo interessante para uma banda de rock. Mas essa era a palavra errada pra usar com a gente. Soa clássico demais!" Ele concluiu: "A única razão pela qual as pessoas vêm aos nossos shows é pra ouvir o rock and roll estridente, tocado o mais alto possível", resumiu Angus.
A sonoridade do AC/DC
A magia por trás do AC/DC está justamente na consistência de sua discografia e de sua sonoridade, que já foi elogiada por diversas outras personalidades musicais. Entre eles está Carlos Santana, guitarrista latino reconhecido por clássicos como "Samba Pa Ti" e "Europa". Em entrevista, Santana destacou a importância do grupo e o talento de seus integrantes.
"Sou um grande fã. Os ritmos que eles criam são fenomenais. Muito do que fazem vem do Chuck Berry. O Malcolm, irmão do Angus, é o cara. A guitarra rítmica é o verdadeiro músculo de qualquer banda", afirmou.
A admiração vai além das fronteiras do estilo. Dweezil Zappa, filho do icônico Frank Zappa, revelou que o pai também era entusiasta da banda. Segundo ele, Frank chegou a cogitar assinar com o grupo nos anos 1970, durante uma visita à Austrália. "Ele adorava o AC/DC. Viu que eles tocavam com energia e autenticidade. Eram baseados no blues e tinham atitude", contou Dweezil.
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