Smashing Pumpkins: "no começo, eu havia recusado ser eu mesmo"
Por Brunelson T.
Fonte: Why Not Now?
Postado em 01 de março de 2017
O frontman do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, falou sobre o sucesso comercial da sua banda nos anos 90 - quando passava por um momento decisivo em sua vida quando tinha apenas 25 anos de idade. Em entrevista ao programa Why Not Now? with Amy Jo Martin, Corgan também revelou que o Lollapalooza Festival/1994, encabeçado pelo SMASHING PUMPKINS, foi o melhor Lollapalooza da história.
Sobre o sucesso comercial ele falou:
"Para mim, isso é obviamente mais do que uma ideia artística, onde eu tinha me recusado até esse ponto em ser apenas eu mesmo. Eu tinha equacionado o meu ser com o fracasso e estava tão encaixotado na única maneira de se ter sucesso, que depois pensava que era possível ser eu mesmo. Esse foi o momento da encruzilhada e o único desejo de avançar, onde eu tinha que aceitar algo sobre mim que até então não estava disposto a aceitar - e o meu ‘eu’ estava fora das opções".
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Ele acrescentou: "O negócio ficou uma loucura a partir do momento em que eu entrei na corrida vertiginosa do sucesso – com o nosso 2º álbum, ‘Siamese Dream’ (1993), sendo 04 vezes disco de Platina. Depois, a banda acabou encabeçando o Lollapalooza Festival/1994, que naquela época era um festival itinerante. Nós encabeçamos o maior festival do Lollapalooza que já houve até hoje, sendo que no ano seguinte lançamos o nosso 3º disco, ‘Mellon Collie and The Infinite Sadness’ (1995), que passou a ser um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos na história do rock, assim como o álbum duplo de rock mais vendido até hoje".
"Então, eu fiquei nessa por uns 04, 05, 07 ou 10 anos - depende do que você for perguntar – correndo atrás da criatividade, sendo que essa corrida realmente havia começado naquele momento – onde percebi que esse era o único caminho a seguir. Mas foi apenas porque eu estava tão bloqueado - obviamente falando de uma maneira artística - mas também pessoalmente, eu estava tão bloqueado que uma vez liberada as forças orgânicas em meu ser, eu diria para qualquer um que foi realmente a medida da verdadeira espiritualidade que liberou os meus próprios recursos - e não os de outra pessoa".
"É incrível o que acontece... Realmente aconteceu e foi uma coisa verdadeiramente transformadora, porque uma vez fazendo isso, eu tinha esse tipo de totem mágico que era só meu, sabe? Não era de outra pessoa..., não era como eu ler o livro de alguém, que depois de um tempo você o devolve e quando precisar de alguma informação, você precisa correr atrás daquele livro novamente, você me entende?"
Corgan mais tarde foi perguntado das acusações de que ele teria se vendido nos anos 90: "Eu sei que nos anos 90 quando consegui sucesso com o SMASHING PUMPKINS, fui ridicularizado por dirigir um Mercedes Benz. Não que alguém queira ou vá fazer isso, mas se você voltar para a revista SPIN em 1994, há uma matéria que me chamou a atenção por dirigir um Mercedes usado. Depois, me chamaram de vendido por terem me visto dirigindo um bom carro - que na época era o automóvel mais seguro na estrada e esse foi o real motivo por te-lo comprado. Mas foi visto como uma traição aos meus assumidos valores, porque eu tinha vindo de um lar humilde e havia sido criado nas ruas".
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