Tudo no Shuffle: 4 álbuns novos para conhecer
Por Guilherme Cardoso
Fonte: Tudo no Shuffle
Postado em 10 de novembro de 2018
Voltamos com uma nova lista de bons lançamentos recentes do mundo da música.
Confira todos os nossos destaques de 2018 e playlists do Spotify em:
https://tudonoshuffle.blogspot.com/2018/11/4-albuns-para-conhecer.html
Banda: Drug Church
Álbum: Cheer
Lançamento: 2 de Novembro
Gênero: Hardcore, Punk Rock, Rock Alternativo
Para fãs de: Turnover, Title Fight
"Cheer" é o tipo de álbum de hardcore que pode muito bem agradar a quem não é fã do estilo. Isso porque o Drug Church se esmera em ir muito além das barreiras do gênero. Riffs sujos e vocais potentes estão lá para comprovar o lado hardcore da banda mas a cereja do bolo é a guitarra solo que funciona quase um segundo vocal das músicas. Enquanto o vocal de verdade faz seu papel de berrar, a guitarra insere pequenas melodias e dedilhados que ficam enterrados nas guitarras bases cheias de distorção e reverb. A contribuição das guitarras é fundamental para criar a dicotomia entre a agressividade e urgência do hardcore e um tom melódico e melancólico, uma atmosfera semelhante ao rock alternativo dos anos 90. "Weed Pin" é o maior exemplo de sucesso da fórmula utilizada pelo Drug Church: inicialmente acordes limpos de guitarra que caberiam numa música do The Smiths, seguido por um riffzaço cheio de distorção e uma guitarra solo no fundo, cheia de reverb ecoando um fraseado melódico. Outro destaque do álbum é "Conflict Minded" que começa como uma música de punk rock direta mas que desacelera, na metade, com uma linha de baixo de Nirvana e vocais femininos no final. Enfim, "Cheer" consegue ser um dos álbuns de hardcore mais viscerais do ano justamente por abrir mão de um pouco da violência, agressividade, velocidade, ignorância (chame como quiser) do gênero em favor de outras qualidades.
Banda: Grimetime
Álbum: I Think We Could Do Better
Lançamento: 16 de Outubro
Gênero: Punk Rock, Pop Punk
Para fãs de: Ramones, Screeching Weasel, Teenage Bottlerocket
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Grimetime é um quarteto da California que toca punk rock melódico do jeito mais direto e simples. Em seu primeiro álbum, o grupo apresenta músicas com poucos power chords mas muitas melodias e refrões contagiantes. Resumindo, "I Think We Could Do Better" não é um CD revolucionário mas, pelo que a banda se propõe a fazer, é um bom e honesto trabalho.
Banda: Kriegsmaschine
Álbum: Apocalypticists
Lançamento: 22 de Outubro
Gênero: Black Metal
Para fãs de: Mgla, Mayhem
A dupla polonesa M. (vocal/guitarra/baixo) e Darkside (bateria) lançaram recentemente o terceiro álbum do projeto Kriegsmaschine ("máquina de guerra" em alemão). Além dele, os dois músicos tem outra banda de black metal, o Mgla, cujo último álbum, "Exercises in Futility" de 2015, foi um dos discos mais elogiados do gênero nos últimos anos. Corre o boato também que Darkside faz parte da misteriosa banda polonesa Batushka. Voltando ao Kriegasmaschine, "Apocalypticists"tem pouco mais de 50 minutos de duração, distribuídos em apenas 6 faixas, todas com pelo menos 7 minutos de duração. As músicas dão tempo de sobra pra o instrumental da banda se sobressair mas, o destaque absoluto do álbum é a bateria. Darkside é (talvez) o melhor baterista de metal da atualidade. Na verdade, a sensação ouvindo o álbum é que os demais instrumentos e o vocal estão lá apenas para (tentar) acompanhar a bateria, a responsável por conduzir magistralmente as composições em ritmos, tempos e viradas que não parecem humanos. A faixa que abre o álbum, "Residual Blight", é levada num ritmo tribal como se atrás do kit de bateria estivesse um Iggor Cavalera do Black metal com 4 braços. E na marca de 03:25 da mesma música aparece uma linha de bateria que só ouvindo para crer. Mesmo não sendo um grande apreciador do estilo (é o meu caso), é difícil não se impressionar com a precisão e criatividade das linhas de bateria desse álbum. Ps: no Youtube existem alguns vídeos de drum cam desse baterista.
Banda: We Are The Union
Álbum: Self Care
Lançamento: 1 de Outubro
Gênero: Ska Punk
Para fãs de: Goldfinger, Less Than Jake
Formado em 2005, We Are the Union lançou no início de Outubro seu quarto álbum de estúdio. Em 12 faixas, o grupo apresenta um belo trabalho de ska punk com ótimos e grudentos refrões, linhas de trombone, levadas leves de ska e outras mais velozes de punk rock. As letras do álbum variam de temas menos 'nobres' como apenas festejar ( por exemplo "End the Daze" com seu refrão "Party till the end of the world") a temas mais sérios como a desilusão com o presente/futuro da excelente faixa de abertura e a superação de problemas emocionais como depressão e solidão na emotiva (e melhor música do álbum) "A Better Home". No final, o quinteto de Detroit sempre deixa um tom de esperança em suas letras, o que faz com que a mensagem final do álbum seja de sempre manter o otimismo.
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