Dinho: "É tolice medir o talento de um artista por suas posições políticas"
Por Bruce William
Fonte: El País
Postado em 21 de abril de 2019
Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, foi entrevistado pelo El País, onde falou sobre o Capital Inicial, o rock nacional e principalmente política. Veja a seguir alguns trechos e confira o longo bate-papo na íntegra neste link.
O rock ainda pode ser considerado revolucionário?
Dinho: Hoje, o pessoal do hip hop é mais incisivo do que nós. Eles fazem o que rock fazia nos anos 80 e 90: batem de frente com o poder. A polarização do país chegou ao rock. De um lado, temos artistas mais engajados à esquerda, como Leoni, Edgard Scandurra e Tico Santa Cruz. Do outro, mais à direita, Lobão e Roger Moreira. O rock passou a ser um espelho da sociedade brasileira. Nos anos 80, era praticamente uma unanimidade que o problema do Brasil eram os militares. Depois, nos anos 90, havia quase um consenso de que era preciso promover justiça social. O mundo parecia mais simples no passado.
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Há espaço para posições conservadoras dentro do rock?
Dinho: Entendo que o rock precisa ser audaz e destemido, não pode ser submisso. Por isso, eu não me submeto a um partido ou ideologia. Sou livre pra criticar quem eu quiser. Mas eu acredito na democracia e levo isso ao pé da letra. Tenho que aceitar a diversidade de opiniões. As pessoas vão pegar no pé do Chico Buarque por ser petista? Discordo de muita coisa que ele diz. Para mim, por exemplo, Cuba e Venezuela são ditaduras. Mas ele continua sendo genial. Justiça seja feita, também reconheço o valor do Roger [Moreira] e do Lobão, mesmo discordando da opinião dos caras. É tolice medir o talento de um artista por suas posições políticas.
Veja a matéria completa em:
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/11/cultura/1555010095_865536.html
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