Mötley Crüe: Toda a sujeira da banda agora em português
Por Alice Pellizzoni
Fonte: Editora Belas Letras
Postado em 24 de janeiro de 2020
O livro é proibido para menores de 18 anos por conter relatos explícitos de violência, sexo e drogas.
A história da banda mais depravada do rock’n’roll, finalmente, foi traduzida para o português. The Dirt: Confissões da banda de rock mais infame do mundo, escrito pelos integrantes do Mötley Crüe, Nikki Sixx, Vince Neil, Tommy Lee e Mick Mars, está em pré-venda na loja virtual da Editora Belas Letras. Comprando durante a pré-venda, que vai até o dia 9 de março, junto com o livro o leitor recebe brindes exclusivos: um marcador de páginas, um pôster da banda e um adesivo.
Esta obra é uma autobiografia da mais influente, duradoura e icônica banda de hard rock dos anos 1980. Os quatro ícones do rock norte-americano "completaram duas décadas de uma odisseia de aventuras animalescas, depois de aprender grandes, pequenas e nenhuma lição", como conclui o coautor Neil Strauss. O Mötley Crüe foi a voz de uma Geração X que mal chegara à puberdade, os altos sacerdotes do rock de mensagens satânicas gravadas ao contrário nos discos, pioneiros do glam de Hollywood e os criadores da primeira power ballad da MTV. Eles se envolveram com celebridades e seus excessos deixariam até Ozzy Osbourne envergonhado.
"A música já é censurada demais: não se pode dizer ‘cagar’ ou ‘mijar’ ou ‘foder’ ou ‘caralho de merda’ nos discos se você quiser que eles toquem no rádio ou sejam vendidos no Wal-Mart. Não é permitido. E se você quiser seu clipe na TV, não pode usar certas roupas, nem ter imagens de armas de fogo ou sacos de corpos. Será que a música é tão perigosa assim? Mais perigosa do que as mortes, assassinatos, suicídios e estupros que vejo na TV e no cinema o tempo todo? No entanto, escreva uma cantigazinha sobre esses mesmos assuntos e ninguém vai tocá-la no rádio. E você não pode ouvi-la a todo volume em casa, porque aí essa porra é alta demais para os seus vizinhos. A música é um negócio muito potente, mas eu não aceitaria menos que isso. As pessoas são uma merda; a música, não.", desabafa Mick Mars, escancarando sua opinião.
Provocador e revoltante, este livro inclui centenas de fotos e um olhar sem precedentes e sem filtros das vidas dos artistas. A obra, com cerca de 450 páginas contém cenas explícitas de violência, sexo, drogas e histórias do submundo do rock’n’roll, por isso torna-se proibido para menores de 18 anos. Publicado originalmente em 2001, The Dirt inspirou o filme da Netflix. E para chegar às mãos dos brasileiros, o tradutor Paulo Alves inseriu notas de atualização entre as páginas.
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