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Graham Bonnet: "Bob Kulick estava bravo em nosso último contato, havia algo errado"

Por Igor Miranda
Fonte: My Global Mind
Em 09/06/20

O vocalista Graham Bonnet, do Alcatrazz, falou em entrevista ao My Global Mind sobre o falecimento do guitarrista e produtor Bob Kulick, que morreu no último dia 28 de maio, aos 70 anos, sem causa revelada. Os dois eram colegas e trabalharam juntos na banda Blackthorne, na década de 1990. Bob também foi um dos convidados especiais do próximo álbum do Alcatrazz, "Born Innocent", que será lançado em 31 de julho.

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"Eu não o via há mais de 30 anos até que tocamos em Las Vegas, em 2018. Foi a última vez que nos vimos. Conversamos recentemente por telefone e pude notar que algo não estava certo com ele, pois ele levou a conversa para um lugar estranho, não sei o porquê", afirmou o cantor, inicialmente.

Bonnet apontou que a conversa entre os dois ficou "sem sentido" em dado momento. "Não fazia o menor sentido. Ele estava bravo, mas sozinho. Durante a ligação, eu pensava: 'esse não é o cara do qual eu me lembro'. Senti que ele estava deprimido. Se a morte foi acidental, eu não ficaria surpreso. Espero que não seja o que estou pensando, que ele tenha tirado a própria vida", disse.

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O cantor relembrou, ainda, de sua conexão inicial com Bob Kulick. "Minha família se mudou da Austrália pois tivemos alguns problemas. Não estávamos fugindo da lei, o problema era encontrar trabalho mesmo. Vim para os Estados Unidos e fiz parte de uma banda Top 40 chamada The Party Boys. Meu amigo Alan Lancaster, do Status Quo, me chamou e eu entrei. Fiquei alguns meses até Bob Kulick e Jimmy Waldo (tecladista do Alcatrazz) me chamarem para montar uma nova banda", afirmou.

Após fazer um empréstimo, Graham Bonnet conseguiu trabalhar em prol da nova banda, o Blackthorne. "Bob trabalhava duro na época que lançamos o álbum ('Afterlife', 1993). Ele queria que eu cantasse como o cara do AC/DC em algumas músicas e eu expliquei que não era o cara do AC/DC, mas, sim, Graham do Rainbow, Alcatrazz, etc. Se quiser o cara do AC/DC, chame ele (risos). Fiz o meu melhor. Bob era um perfeccionista e, ao mesmo tempo, um lunático. Por isso, não dava para trabalhar com ele. Apesar disso, era um grande músico. Eu admirava o talento dele", disse.

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Briga entre Bob Kulick e o irmão Bruce

Bruce Kulick, irmão de Bob e guitarrista do Kiss entre 1984 e 1995, foi o responsável por noticiar a morte de Bob nas redes sociais. O músico não revelou a causa.

Sabe-se que pelo menos desde o fim de 2019, os dois estavam brigados. Bob Kulick acusou Bruce e o Kiss de venderem itens de merchandising usando o nome e a imagem dele. De acordo com Bob, os produtos eram comercializados pela Kiss Army Merchandise com permissão apenas de Bruce - que teria obtido até mesmo uma ordem de restrição contra o irmão.

"Não dei permissão para isso e não fui pago pela mercadoria vendida com meu nome e minhas fotos. Isso é infração de direitos autorais e indica a todos vocês sobre como meu irmão traíra Bruce está envolvido. [...] Os culpados são: Keith LeRoux (consultor), Bruce Kulick (que agora conseguiu uma ordem de restrição contra mim), Paul Stanley, Gene Simmons e Doc McGhee (empresário). Saiba que essas pessoas são desonestas, não são como os artistas honoráveis que produzi, como Ronnie James Dio e Lemmy (Motörhead)", afirmou, na ocasião, Bob Kulick, notável por suas colaborações nos bastidores do Kiss entre as décadas de 1970 e 1980.

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Bob Kulick: detonando Kiss e o irmão Bruce por uso de marca sem autorização

Na época, a publicação de Bob Kulick chamou atenção, já que ele sempre manteve relação cordial com os músicos do Kiss. Não à toa, em 2017, foi convidado ao cruzeiro Kiss Kruise para fazer um show ao lado de Bruce Kulick, tocando, com uma banda de apoio, as canções que eles gravaram com o lendário grupo de hard rock.

Trajetória de Bob Kulick

Bob Kulick foi notável, especialmente, por seu envolvimento em diversos momentos com o Kiss. Ainda em 1972, ele fez um teste para entrar na banda, recém-montada por Paul Stanley (vocal e guitarra), Gene Simmons (vocal e baixo) e Peter Criss (vocal e bateria). Porém, a vaga acabou ficando com Ace Frehley, que participou da audição logo após ele.

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Apesar da recusa, os integrantes do Kiss mantiveram contato com Bob Kulick. Em 1978, ele gravou três das cinco músicas inéditas do álbum ao vivo "Alive II" (1977), em um período onde as relações entre os músicos da banda já sofriam desgaste. Em seguida, foi o guitarrista do álbum solo de Paul Stanley, de 1978.

No início dos anos 80, Bob teve colaborações em mais álbuns do Kiss, como "Unmasked" (1980), "Killers" (1982, coletânea, porém nas faixas inéditas) e "Creatures of the Night" (1982). Já em 1984, o irmão de Bob, Bruce Kulick, entrou como membro fixo da banda, posto que ocupou até 1995. No fim da década, em 1989, voltou a trabalhar com Stanley em uma turnê solo do músico.

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Bob Kulick também teve uma longa trajetória musical ao lado de Meat Loaf, participando de vários álbuns e turnês do cantor, com destaque a "Bad Attitude" (1984). Trabalhou, ainda, como músico de estúdio do W.A.S.P., tocando nos discos "The Crimson Idol" (1992) e "Still Not Black Enough" (1995).

Entre outros artistas e bandas com os quais Bob trabalhou, estão Lou Reed ("Coney Island Baby" - 1975), Michael Bolton ("Michael Bolton" - 1983), Diana Ross ("Mirror Mirror" - 1981), Doro ("Calling The Wild" - 2000), Tim Ripper Owens ("Play My Game" - 2010) e mais. Teve, ainda, grupos como o Blackthorne, Balance e Skull.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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