Rush: em raras entrevistas, os 3 falam sobre a quase rejeitada "Tom Sawyer"
Por Igor Miranda
Postado em 17 de setembro de 2020
A música "Tom Sawyer" se tornou um dos maiores clássicos do Rush. A faixa foi lançada em "Moving Pictures, oitavo álbum de estúdio da banda, em 1981. Os fãs curtiram tanto que ela foi tocada em todos os shows do grupo desde que foi divulgada.
Dois elementos curiosos chamam atenção em "Tom Sawyer". O primeiro é que traz um raro momento de colaboração externa, pois a letra foi produzida pelo saudoso baterista Neil Peart, falecido em janeiro deste ano, junto do poeta Pye Dubois. O segundo tem relação com o Brasil: a canção ficou bastante popular no país após a TV Globo utilizá-la na abertura da série "MacGyver", ou "Profissão: Perigo" por aqui.
O site Far Out Magazine compilou entrevistas antigas onde Peart, o vocalista e baixista Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson falam sobre "Tom Sawyer". Os músicos revelaram que a canção quase não foi lançada e que os solos foram improvisados.
Lee disse, ao "The Guardian", que era ele quem não queria incluir "Tom Sawyer" na tracklist de "Moving Pictures", mas foi voto vencido. "Como não poderia incluir? Essa música mudou as nossas vidas", admitiu.
O frontman destacou, ainda, que a música ficou ainda mais famosa no século 21 após integrar a trilha sonora do filme "Eu Te Amo, Cara", protagonizado por Paul Rudd e Jason Segel. "Depois disso, decidimos que tudo o que iríamos dizer 'não' de forma instintiva, na verdade, passaríamos a falar 'sim'. Isso nos serviu muito bem", disse.
Lifeson, por sua vez, comentou à "Guitar World" que improvisou seus solos na canção. "De verdade! Cheguei, fiz cinco takes, saí e fumei um cigarro. Faço o meu melhor nos dois primeiros takes. Depois disso, começo a pensar demais e perco a faísca. Na verdade, o solo que você ouve na gravação é composto de vários takes sendo recortados", afirmou.
Peart, à "CBC Music", pontuou que a linha de bateria tocada por ele na música é "muito detalhada". "Porém, quando vamos para o meio, para aquela parte estranha, é improvisado. Eu me perdi e comecei a tentar encontrar uma saída, voltando para aquilo. Aquela improvisação virou uma nova parte na música. É uma dessas partes principais que eu amo e que surgiram de um erro, do qual tive sorte e consegui escapar", disse.
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