Eddie Van Halen fez vários fãs queimarem amplificadores ao mentir sobre truque
Por Igor Miranda
Fonte: Guitarload
Postado em 21 de janeiro de 2021
Um aspecto curioso na sonoridade de Eddie Van Halen estava na forma de usar os amplificadores. Inclusive, demorou muito tempo até que músicos e pesquisadores de guitarra descobrissem como ele usava seus amplis, já que ele próprio mentia sobre isso nas entrevistas.
Um artigo especial sobre Eddie Van Halen, ídolo da guitarra que nos deixou em 6 de outubro de 2020, é a matéria de capa da revista Guitarload, em sua edição de janeiro de 2021. Inovações e "truques" do músico são explorados no texto - e um de seus trechos será reproduzido a seguir.
Antes, uma breve explicação sobre amplificadores de guitarra. Como vários músicos, Eddie Van Halen utilizava amplis valvulados, onde válvulas são usadas para amplificar o som. A saturação dessas válvulas gera aquele "drive", sonoridade distorcida tão comum no rock.
Pois bem: em uma célebre entrevista à revista americana "Guitar World", em 1978, Eddie contou que aumentava a tensão de seus amplificadores para saturar ainda mais as válvulas e chegar ao som desejado. Era mentira - e isso fez com que muita gente queimasse suas válvulas na tentativa de emular a sonoridade.
A tática era justamente o contrário: ele diminuía a tensão para chegar àquela sonoridade. O próprio conta, em entrevista ao instituto Smithsonian, em 2017, como tudo aconteceu.
"Eu trabalhava em uma loja de música entregando pianos e órgãos. Um dia, um amplificador Marshall apareceu e eu só tinha visto fotos deles, apenas Eric Clapton tocava isso! Eu precisava daquele amplificador, então trabalhei durante todo o verão para comprar um daqueles. Já éramos barulhentos demais, agora estava com um Marshall de 100 watts! Era tão barulhento que eu fiz de tudo, desde deixá-lo de costas até deitado no chão. Era muito alto!", contou, inicialmente.
Ao descobrir que havia outro amplificador Marshall à venda em sua região, ele pensou que poderia ser diferente, então, comprou o produto. "Bem, certamente era diferente, porque quando eu liguei, não funcionou. O que não percebi foi que o produto era da Inglaterra e estava ajustado em 220 volts. Demorou muito para aquecer as válvulas em meia-voltagem, então, quando comecei a tocar, achei incrível o som, mas era muito silencioso. Dessa forma, notei que dava para controlar o amplificador com a voltagem", disse.
Com isso, veio a descoberta: com um transformador Variac, ele poderia controlar a voltagem. "Abaixei a voltagem de 110v lentamente para 100. O mais baixo que já cheguei foi 60. Dependia de onde tocávamos, ficava entre 60 e 100, a depender do ambiente. O ponto ideal era 89 volts", afirmou.
Por isso, a sonoridade de seu clássico "brown sound", nome dado a seu timbre peculiar, passa diretamente por um amplificador Marshall (geralmente modelo Plexi) quase ficando sem energia, obtendo sua saturação natural (drive) mesmo em um volume mais baixo. Isso deixava o som de Eddie incrivelmente limpo, mas ainda assim agressivo.
Aliás, foi daí que veio o nome "brown sound". As lâmpadas antigas, quando estavam em uma tensão menor ou acabavam de voltar após uma queda de energia, ficavam na cor marrom (brown).
O artigo completo sobre Eddie Van Halen pode ser conferido na edição 110 da revista Guitarload. O texto apresenta explicações detalhadas sobre as inovações e os "truques" do guitarrista, além de listar seus principais equipamentos. A revista está disponível para leitura no site, de forma gratuita, até o fim do mês de janeiro/2021.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
A melhor música do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
Judas Priest e Pantera farão turnê juntos na América Latina, segundo Summa Inferno
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
Nicko McBrain expõe o clima do Iron Maiden no show de adeus de Bruce Dickinson
Deep Purple suspende restante da tour europeia após Ian Gillan ser hospitalizado
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
O surpreendente público que sustenta o mercado de bateria no Brasil, segundo executivo
O inesperado baterista mais influente dos últimos 30 anos, segundo Billy Corgan
Quem era o homem que provocou o incêndio eternizado pelo Deep Purple em "Smoke on the Water"
Pitty: cantora publica foto nua na internet e bate recorde de curtidas
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis

O astro do hard rock que, sem querer, inspirou um hit do Aerosmith
Os dois guitarristas que Kerry King nunca conheceu após décadas no Slayer
A música do Van Halen que desagradou fãs antigos, mas fez gravadora sentir cheiro de dinheiro
Mateus Asato elege o último guitar hero que existe e compara com Slash e Van Halen
Todos os discos do Van Halen gravador por Sammy Hagar, do pior ao melhor, segundo o CRH
A curiosa opinião de Eddie Van Halen sobre os Beatles; "Ele odiava a própria voz"
As seis músicas preferidas de David Gilmour, incluindo um surpreendente clássico do Van Halen
O baixista lendário com quem Eddie Van Halen achava que teria de disputar espaço
O melhor álbum do AC/DC de todos os tempos, segundo Sammy Hagar
O riff do Black Sabbath que une Tony Iommi, James Hetfield e Eddie Van Halen
Two and a Half Men: Participações de astros do rock


