Santana: ele só se vacinou para poder ver o neto, mas diz não ser antivacina
Por Igor Miranda
Postado em 18 de outubro de 2021
Carlos Santana compartilhou algumas de suas visões de mundo em entrevista a Silvio Essinger para o jornal O Globo. O guitarrista disse que aceitou receber a vacina contra Covid-19 apenas porque sua filha estabeleceu tal condição para que ele pudesse ver o neto, ainda bebê, mas nega ser antivacina.
"Não estou aqui para dizer o que as pessoas têm que fazer. Este é o planeta da boa vontade. Sou como o vento e a água, também não quero que ninguém me diga o que tenho que fazer", declarou, durante o bate-papo.
Santana, que acaba de lançar o álbum "Blessings and Miracles", também comentou sobre estudos recentes que recomendam o uso de compostos psicodélicos para o tratamento de transtornos mentais. O artista disse não se surpreender com a notícia.
"Não tenho seguido esses estudos. Apenas fiz e continuo fazendo uso dos psicodélicos. A única doença mental que existe vem de se investir emocionalmente no medo", afirmou, de início.
Citando mescalina, ayahuasca, peiote, LSD e psilocibina, o músico declarou: "Quando você ingere uma substância psicodélica sob acompanhamento, você fica mais iluminado, porque tirou a máscara e aí pode revelar-se a si mesmo. O que existe de real são três coisas: luz, espírito e alma. E com os psicodélicos você descobre que eles nunca mudam, que você não pode se enganar quanto a eles. Por isso recomendo a todos o uso dos psicodélicos, sob supervisão".
Adepto a soluções naturais, Carlos Santana revelou que, por outro lado, não vê com bons olhos o uso de inteligência artificial. "É uma contradição em termos. 'Inteligência' e 'artificial' não combinam. É como se falar em um Woodstock branco e racista. Woodstock é um arco-íris multidimensional, ele não se resume apenas a uma ideologia. Artificial é falso, é criado em laboratório. Drogas são criadas em laboratório, remédios vêm da Mãe Natureza em um raio de luz até as plantas. Existem as drogas e existem os remédios, da mesma forma em que existem a música... e o que é artificial", refletiu.
A entrevista completa pode ser lida no site do jornal O Globo.
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