Bruce Dickinson: a volta ao Iron Maiden e um novo mundo em "Tyranny of Souls"
Por Tchelo Emerson
Postado em 11 de dezembro de 2021
O canal Metal Musikast está publicando uma série especial com resenhas em vídeo de todos os álbuns da carreira solo de Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden.
O vídeo inédito traz uma resenha completa sobre o álbum "Tyranny of Souls", lançado em 2005 1998, com comentários sobre o título do álbum, sua capa, músicas, letras e diversas circunstâncias que estavam em torno da composição e do lançamento desse álbum.
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
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"Tyranny of Souls" foi o álbum solo que Bruce Dickinson lançou quando já havia retornado ao Iron Maiden.
A saga de Dickinson pela carreira solo já contava com seu primeiro álbum solo, "Tattoed Millionaire", quando ainda fazia parte do Iron Maiden, em 1990.
Depois do lançamento do álbum "Fear of the Dark", o vocalista resolveu sair do Iron Maiden, tendo lançado o álbum "Balls to Picasso" em 1993.
Seguindo uma orientação voltada para as tendências em voga na época, sobretudo o grunge praticado por bandas como Alice in Chains e Soundgarden, Bruce causou muitas polêmicas com o novo álbum.
Na sequência, lançou um álbum ainda mais calcado no rock alternativo e no grunge, "Skunkworks".
O público não acolheu os experimentalismos de Bruce Dickinson, de modo que este é o álbum que menos vendeu em toda a sua carreira solo. A turnê contou com shows em casas com 500 a 1500 pessoas, o que foi considerado pouco para os empresários que esperavam mais do então ex-vocalista da maior banda de heavy metal do mundo, Iron Maiden, acostumada a tocar em estádios e grandes arenas.
Amargurado pelo que considerou incompreensão e má vontade do público, Bruce Dickinson aceita o convite para compor com o produtor e guitarrista Roy Z, que já havia feito um bom trabalho de composição em "Balls to Picasso", e, desta vez, apresenta algumas músicas bem pesadas para o vocalista.
Desses ensaios saem as músicas que formam o álbum "Accident of Birth", com capa de Derek Riggs e produção de Roy Z, além da participação do ex-guitarrista do Iron Maiden, Adrian Smith, colocando Bruce Dickinson novamente no cenário do heavy metal mundial.
Com a ótima acolhida, o (na época) ex-vocalista do Iron Maiden resolve "dobrar a aposta" e vem com um álbum ainda mais pesado, "The Chemical Wedding", calcado em influências que vão de Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin a Kyuss.
Depois de 6 anos em carreira solo, Bruce Dickinson andava irritado com a realidade de tocar em pequenos clubes para promover álbuns que não atingiam o topo das paradas, embora fossem aclamados pela crítica.
Steve Harris, por sua vez, encarava uma época em que o Iron Maiden não era a banda nº 1 para a cŕitica musical.
Rod Smallwood, o competente empresário de ambos, Bruce e Iron, monitorava tudo nos bastidores e entendeu que aquele era o momento oportuno para uma reunião entre o vocalista e o dono do Iron Maiden.
Depois de muita conversa, Bruce estava de volta à banda que o consagrou.
Da reunião saem os discos Brave New World e Dance of Death, quando então Bruce Dickinson resolve lançar mais um disco solo: "Tyranny of Souls".
O álbum é composto a partir de ideias que Bruce Dickinson compartilhava com Roy Z desde 2001, caracterizadas por guitarras muito pesadas (que chegam a lembrar a sonoridade do Slayer no início de carreira), tocadas pelo produtor (Adrian Smith não participou deste disco) e bateria de pegada intensa e consistente.
A capa é um detalhe do quadro "Vaidade terrena e salvação divina", do pintor renascentista alemão Hans Memiling (Séc. XV), e está no Museu de Belas Artes de Estrasburgo.
O vídeo é o sexto de uma série chamada "BRUCE DICKINSON - DISCOGRAFIA COMENTADA", que vai abordar curiosidades sobre todos os álbuns da carreira solo do vocalista do Iron Maiden.
METAL MUSIKAST no Youtube é um novo canal para os fãs de metal encontrarem muita informação e histórias sobre as principais bandas de várias vertentes do metal.
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