Matérias Mais Lidas

imagemMarcello Pompeu, em busca de emprego, pede ajuda a seguidores

imagemPaul McCartney lista os cinco músicos que formariam sua banda dos sonhos

imagemRegis Tadeu explica porque o vinil e o Spotify vão despencar e o CD vai bombar

imagemBill Hudson comenta sobre falta de público de Angra e outras bandas nos EUA

imagemGene Simmons faz passagem de som antes de show do Kiss com roupa inusitada

imagemMax Cavalera e o conselho dado por Ozzy Osbourne: "ambos nos sentimos traídos"

imagemJames Hetfield se emociona profundamente no show de BH e é amparado pelos amigos e fãs

imagemMax Cavalera é criticado por ucranianos pelo apoio a Rússia em 2014

imagemDave Mustaine mostra a forma curiosa como se aquece antes de um show do Megadeth

imagemConheça a "melhor banda com as melhores músicas" para Robert Smith, do The Cure

imagemDez grandes músicas do Iron Maiden escritas pelo vocalista Bruce Dickinson

imagemAbba e a imensa importância do Deep Purple na sonoridade de suas músicas clássicas

imagemPink Floyd: Roger Waters relembra o dia que conheceu John Lennon - e se arrependeu

imagemQueen e a artimanha infantil de Roger Taylor pra ganhar mais dinheiro que os outros

Marcello Pompeu: ele conta por que não se posiciona politicamente, apesar de cobranças


Stamp

A música do Led Zeppelin que mudou completamente a vida de Charles Gavin, do Titãs

Por Bruce William
Em 06/05/22

Durante conversa com Clemente Magalhães, do podcast Corredor 5, o ex-Titãs e produtor musical Charles Gavin revela a importância do Led Zeppelin em sua carreira. Veja a seguir alguns trechos transcritos e adaptados.

"A música chega lá pelos treze, catorze anos" começa Charles, explicando ser natural de São Paulo e nascido no dia 09 de julho de 1960. "E ela chega na minha vida como um grande portal, um meio de expressão, foi um processo absolutamente natural. Eu tive música dentro de casa como qualquer família da classe média brasileira, mas era de uma forma muito descompromissada, como entretenimento.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Charles conta que no colégio onde estudou - "E sou aluno de escola pública, me considero um dos últimos brasileiros que teve um ensino público de qualidade" - havia uma programação cultural muito intensa, com dois festivais de música e dois de teatro por ano. "Então junta esse caldo cultural em que temos festivais de música autoral e festivais só pra você participar, junto com bailinhos de colégio nos finais de semana, então foi se formando um quadro muito interessante pra mim".

Mas daí acontece algo que muda completamente sua vida: "Eu fui capturado pela música em uma situação muito sui generis. Isso aconteceu num parque de diversões no balneário de São Paulo em uma cidade chamada Caraguatatuba, onde minha família sempre alugava uma casa pra gente passar as férias, e em 1975, se não me engano, estávamos num parque de diversões, era durante a semana, não tinha quase ninguém por lá".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Prossegue Charles: "E existia um serviço de alto falantes, o DJ - aliás, a figura do DJ sempre foi muito importante, pois ele é um curador, hoje reconhecidamente, naquela época nem tanto. Então vamos a 1975: numa dessas escolhas deste DJ - não sei quem é essa alma santa - ele colocou uma música que me tocou profundamente, e me tirou do centro, me desestabilizou, como gosta de dizer Tom Zé".

Charles Gavin conta que estava com 14 pra 15 anos de idade quando isso aconteceu. "Eu estava até ali seguro no meu centro gravitacional. Quando ouvi essa gravação eu me senti totalmente desequilibrado, no bom sentido, aquilo me tirou do meu centro, me desorientou, e eu procurei o serviço de alto-falantes pra saber quem era, não consegui, não consegui achar, e fiquei com aquele trecho de música na minha cabeça. Então voltei para São Paulo com a missão de descobrir quem eu tinha ouvido. Eu já conhecia o repertório dos bailinhos, frequentava com meus amigos, jogava bola, era o que a gente queria fazer na época, estudar Direito, jogar futebol e frequentar os bailinhos no final de semana, já com um ambiente cultural de música brasileira e música estrangeira muito forte".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Charles Gavin explica como o Led Zeppelin arranjou a música de forma tão brilhante

Ele conta que aquilo virou uma obsessão, algumas pessoas até "chutavam" o que poderia ser, mas nada de encontrar. Até que um dia um cara tocou num baile, eu fui correndo pro DJ, era um baile caseiro, e era a faixa que abre o quarto disco do Led Zeppelin de 1971, e a faixa era a 'Black Dog'".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Charles Gavin explica que "Black Dog" do Led Zeppelin é uma faixa muito interessante e ele teoriza o motivo pela qual ele foi tão cativado pela canção, já que naquela época ele ainda não tinha nenhum equipamento artístico, não tinha maturidade suficiente para perceber que o baixo era incrível, coisas que ele só foi desenvolver anos mais tarde. "Eu acho que essa faixa, o jeito que ela foi arranjada pelo Led Zeppelin, as pausas - isso é interessante na música, a banda toca e para de tocar, o Led sai tocando e para de tocar, depois tem um momento de música contínua, mas basicamente a parada da bateria, a parada da banda, só fica a voz falando, de alguma forma isso me chamou a atenção, eu não tinha equipamento artístico para avaliar o extraordinário baterista que estava lá, o extraordinário guitarrista que estava lá, enfim, eu acho que essa sonoridade, de alguma forma, provocou um desequilíbrio aqui dentro deste cérebro".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Em função disso", prossegue, "ela despertou, ela semeou alguma coisa ali naquele momento que foi crescendo, crescendo, germinando, o interesse por música foi se multiplicando, a partir daquele momento eu reconheci que a música era um grande meio de expressão, e uma coisa se encaixou na outra, fui prestar mais atenção nas bandas do colégio, no pessoal mais velho do colégio". Charles conta que, na escola, os caras mais velhos se destacavam no esporte ou na música - alguns em ambos - e muitos faziam isso pra aparecer. "Que é o que muitas bandas falam, entrei nisso pra aparecer", diz Charles entre risos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Este trecho está logo no começo do vídeo abaixo, que traz toda a conversa de Charles Gavin com Clemente Magalhães para o podcast Corredor 5.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net



publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp


Sobre Bruce William

Bruce William pensava em ser um motoqueiro rebelde mas descobriu que é um Wieder Blutbad nerd apaixonado por uma Fuchsbau. Avy jorrāelan, CatW!

Mais matérias de Bruce William.