Limp Bizkit e new metal quase fizeram Kerry King meter o pé em tudo e desistir da música
Por Mateus Ribeiro
Postado em 17 de janeiro de 2023
O new metal nasceu e "explodiu" nos anos 1990. Criado a partir da mistura do heavy metal com elementos de outros estilos, como hip-hop, rap e música industrial, o new metal causou polêmica. A mistura inusitada fez muita gente torcer o nariz, caso do músico californiano Kerry King.
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O lendário guitarrista do Slayer, que aparentemente não é muito fã de new metal, falou sobre o tema em 2017, durante entrevista concedida ao site uDiscover. Em trecho resgatado e publicado pela Metal Hammer, o artista afirma que pensou em desistir da música por conta do sucesso alcançado pelo citado gênero musical.
"Eu fiquei realmente cansado por um tempo no final dos anos 90. Eu não conseguia entender por que o Limp Bizkit era grande. Isso me afetou, eu não queria tocar música. Pensei: ‘Se é assim que a música está ficando, então que se foda, eu odeio isso’", disse Kerry, que falou da influência do "metal moderninho" em um dos discos do Slayer.
"É por isso que Jeff Hanneman escreveu tantas músicas do nosso álbum de 1998, ‘Diabolus In Musica’, que é muito excêntrico para mim", acrescentou.
"Esse é o nosso ‘Turbo’"
"Diabolus In Musica" não é, nem de longe, o melhor álbum do Slayer. Nem mesmo Kerry King gosta do disco, como ele contou em episódio de "Metal Evolution", documentário produzido pelo canal VH1.
"Foi o disco para o qual eu menos dei atenção porque estava realmente amargurado com o tipo de música que era popular. Eu pensei que era coisa de playboy, e talvez seja por isso que era popular, eu não sei. Então, ‘Diabolus’ não recebeu minha atenção porque nós não nos focamos. Olhando para trás, estávamos apenas dizendo: ‘Tudo bem, como podemos fazer o Slayer se encaixar na sociedade de hoje?’. Mas esse é provavelmente o meu álbum menos favorito da nossa história. Esse é o nosso ‘Turbo’ [disco do Judas Priest lançado em 1986]’.
Lançado em junho de 1988, "Diabolus In Musica" é o oitavo álbum de estúdio do Slayer. O trabalho foi gravado por Tom Araya (baixo/vocal), Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra) e Paul Bostaph (bateria).

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