O hit de Serguei composto por Humberto Gessinger e rejeitado pelos Engenheiros
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de dezembro de 2023
A música "A Noite Inteira", do icônico e saudoso Serguei, na verdade foi composta por Humberto Gessinger na época do "O Papa é Pop". Em 2023, no disco solo "Quatro Cantos de Um Mundo Redondo", o ex-Engenheiros resolveu relançar a música, dessa vez com sua própria versão.
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Em entrevista ao Nova Brasil, Humberto disse que a canção acabou ficando de fora do "O Papa é Pop" por um motivo curioso que tem a ver com o título que usa o termo "noite’. Acontece que já havia outra canção que atendia por palavra semelhante.
"A música ‘A Noite Inteira’ eu fiz na época do ‘O Papa é Pop’. Ela ficou de fora do disco, que é de 1990. Tinha outra canção chamada ‘Anoiteceu em Porto Alegre’, aí ia ficar muita ‘noite’ no disco. Ela fugia um pouco do clima do disco. Na época, o pessoal da gravadora RCA estava fazendo um disco do Serguei, resgatando coisas. Me perguntaram se eu tinha material e eu passei essa música para ele. Aí, ele fez essa gravação. Agora, cheguei numa versão que achei que acrescentaria alguma coisa se eu gravasse. Essa foi a história. Mandei a fita, ele gostou e gravou. Agora, não cheguei a ter contato direto com ele, a não ser em um show uma vez que ele apareceu e conversamos no camarim".
Humberto Gessinger e o rock nacional
Apesar de ter até cedido uma música para Serguei, a relação de Humberto Gessinger com o rock nacional não era das mais suaves. Em uma entrevista concedida em 1996 e divulgada no canal de Lindomar Aguiar, Humberto Gessinger, o eterno vocalista e baixista do Engenheiros do Hawaii, expressou críticas e alfinetadas à geração de músicos contemporâneos dos anos 1980. Em um discurso direto e incisivo, o músico excluiu apenas dois artistas de suas críticas.
Gessinger iniciou a entrevista manifestando sua irritação com o cenário musical da época, referindo-se a ele como a "bola da vez". Segundo ele, toda a geração musical em destaque naquele período o incomodava, revelando um desconforto em relação ao panorama musical brasileiro.
O músico, conhecido por suas letras icônicas, não poupou críticas ao afirmar que sua geração conseguiu produzir apenas dois músicos com "assinatura e competência técnica": Edgard Scandurra (Ira!) e João Barone (Paralamas do Sucesso).
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