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Nos anos 90, Bruce Dickinson pensou em desistir da música e cogitou ser maquinista

Por Mateus Ribeiro
Postado em 17 de fevereiro de 2024

O icônico Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden, decidiu seguir carreira solo nos anos 1990, após uma década como frontman do grupo liderado por Steve Harris. Enquanto integrou o Maiden, Bruce gravou discos que se tornaram clássicos absolutos do Metal, como "The Number Of The Beast", "Powerslave" e "Seventh Son Of A Seventh Son". Porém, apesar de todo o sucesso alcançado, o cantor tomou seu rumo e deixou a Donzela de Ferro de lado em 1993.

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Conforme entrevista concedida por Bruce à Classic Rock, alguns fãs não ficaram contentes com a sua saída do lendário quinteto.

Foto: Gustavo Maiato
Foto: Gustavo Maiato

"Eu não conseguia entender. Alguns dos fãs me disseram que não conseguiam nem ouvir ‘Balls To Picasso’ na época, porque minha saída ainda estava muito crua", disse Bruce, se referindo ao seu segundo disco solo, lançado em 1994.

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Na mesma entrevista, Bruce confessa que ficou decepcionado com a situação, o que o fez repensar sua carreira.

"Para ser sincero, fiquei um pouco desanimado com tudo aquilo, e foi quando comecei a pensar: ‘Que se dane, é melhor eu me livrar de mim’. Foi assim que aconteceu ‘Skunkworks’ [terceiro disco de Bruce, gravado pela banda que fez a turnê de ‘Balls To Picasso’]", acrescentou Dickinson.

Skunkworks também deveria ser o nome da banda que gravou o álbum homônimo. Mas, por conta da pressão da gravadora, o disco foi lançado como um trabalho de Bruce.

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Com uma sonoridade (bem) diferente da apresentada nos tempos de Maiden, "Skunkworks" é um registro que flerta com o Grunge, o Rock Alternativo e o Hard Rock. Embora Bruce tenha gostado de "Skunkworks", o disco quase representou o fim de sua carreira musical.

"‘Skunkworks’ foi um álbum sensacional, mas eles não eram realmente uma banda de Rock focada, e então eles tinham um cara velho para cantar (...). Eu ouvi as demos que eles estavam fazendo e disse: ‘Não é bem a minha praia, não é?’. Mas aquela banda me tirou da minha zona de conforto e também aprendi muito sobre canto. Porém, naquele momento, pensei: ‘E agora?’. Achei que conseguiria um emprego empilhando prateleiras ou algo assim" revelou o artista, que ao ser questionado se cogitou ser maquinista de trem, confirmou.

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"Sim. Eu também tinha obtido minha licença de piloto de avião, então essa era outra opção. Mas eu realmente achava que a música tinha acabado como carreira."

Felizmente, um "acidente de percurso" fez com que Bruce retomasse a sua trajetória musical.

"O telefone tocou à meia-noite e era Roy Z, com quem eu havia trabalhado em ‘Balls To Picasso’. Eu disse a ele que tinha acabado de me livrar do Skunkworks, e ele disse que queria mostrar algo para mim. Juro que era aquele velho clichê. Ele me tocou a introdução de ‘Accident Of Birth’ pelo telefone, e eu escrevi a letra logo em seguida. No dia seguinte, peguei um avião para Los Angeles."

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No fim das contas, Bruce retomou sua carreira solo e em 1999, voltou ao Iron Maiden, onde continua firme e forte até os dias atuais. Ainda bem.

O próximo trabalho de Bruce é "The Mandrake Project", seu sétimo disco solo, que tem lançamento previsto para março deste ano.

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Sobre Mateus Ribeiro

Fã de Ramones, In Flames e Soilwork. Ouve (quase) tudo, desde rock clássico até black metal.
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