Mark Knopfler explica por que não se considera um cantor, e diz quem o inspirou a cantar
Por André Garcia
Postado em 04 de abril de 2024
Guy Pratt se tornou lendário na Inglaterra não só por ter sido o baixista do Pink Floyd pós-Roger Waters como por já ter tocado ainda com nomes do quilate de Madonna e Michael Jackson. Quando não está tocando, ele faz outras coisas, como apresentar o podcast Rockontours, ao lado de Gary Kemp.
Recentemente, eles receberam um nome igualmente lendário do rock britânico: Mark Knopfler — o frontman do Dire Straits. Dando sinais de sofrer da síndrome do impostor, o convidado especial surpreendeu ao confessar que não se considera um cantor — e que por muito tempo não conseguia se considerar nem um guitarrista.

"Agora creio que sou primeiro um compositor, e músico em segundo lugar. Ser compositor para mim é incrivelmente diferente de ser músico. Ainda não me considero um cantor. Demorei muito para me ver como guitarrista, imagina isso [de me ver como um cantor]. E [para eu começar a me ver como] um compositor levou um tempo. Como cantor, eu simplesmente jamais me considerei."
Na cinebiografia do The Doors (dirigida por Oliver Stone) há uma cena onde Ray Manzarek encoraja Jim Morrison a cantar seus poemas, dizendo: "Se Bob Dylan canta, qualquer um pode cantar!". De forma bem semelhante, Knopfler apontou Dylan como inspiração para que ele cantasse mesmo sem ser um cantor:
"Acho que Bob Dylan foi inspirador no sentido de [fazer com] que você percebesse que não precisava ser um [cantor] tradicional. Sabe, por mais que eu ame Frank Sinatra e tal, percebi que na música popular havia algo mais acontecendo [na cena folk]: você poderia ser cru como cantor e ainda assim contar sua história. Sua história poderia ser transmitida, desde que você estivesse falando sério."
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