O álbum do Black Sabbath que Ozzy Osbourne teve vergonha de gravar
Por Bruce William
Postado em 22 de julho de 2024
O Black Sabbath, em sua primeira fase com Ozzy Osbourne, revolucionou o Rock ao lançar uma série de álbuns que definiram o gênero que viria a ser conhecido como Heavy Metal. Desde seu álbum de estreia autointitulado, "Black Sabbath" (1970), até "Never Say Die!" (1978), a banda criou um som único, caracterizado por riffs pesados, letras sombrias e uma atmosfera densa e sinistra. Álbuns como "Paranoid" (1970), que inclui clássicos como "War Pigs" e "Iron Man", e "Master of Reality" (1971), conhecido por faixas como "Sweet Leaf" e "Children of the Grave", estabeleceram o Sabbath como pioneiros do Metal. Suas composições abordavam temas como guerra, corrupção e abuso de substâncias, ressoando profundamente com as ideias dos jovens da época em temas que serviriam de influência para incontáveis bandas que viriam no futuro.
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A discografia de estúdio da primeira fase do Black Sabbath, quando sua formação contava com Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward, é um testamento da inovação e da audácia musical da banda. Álbuns como "Vol. 4" (1972) e "Sabbath Bloody Sabbath" (1973) mostravam uma evolução natural no som da banda, que aos poucos ia atingindo uma produção mais sofisticada sem perder a essência pesada que os caracterizava. Essa fase inicial do Black Sabbath ajudou de forma crucial a estabelecer as bases para o surgimento do Heavy Metal.
O álbum do Black Sabbath da "fase Ozzy" que mais desagradou seus integrantes
Não é novidade que "Never Say Die!", último álbum lançado pelo Black Sabbath na chamada "fase Ozzy", é o trabalho que seus integrantes menos gostam. Na época de seu lançamento, em 1978, os conflitos pessoais, o uso abusivo de drogas e álcool e a pressão constante do sucesso levaram a tensões crescentes entre eles.
"Não havia tempo para parar e refletir sobre nada que estava sendo feito! 'Never Say Die' foi um disco difícil, muito difícil... feito às pressas. Tínhamos que compor e tocar todas as partes no estúdio porque o trabalho todo estava sendo refeito, e no final da tarde era preciso abandonar tudo e só recomeçar no dia seguinte, porque o estúdio já tinha sido alugado para outra banda. Foi um caos!", disse Iommi em entrevista de 1992 à Guitar World.
Geezer foi outro que também assumiu não ter boas lembranças da época: "Tinha muitos problemas além das drogas e a bebedeira. Uma vez, quando finalmente tivemos tempo de folga das turnês, nos perguntamos onde estava todo o dinheiro. E quando questionamos nossos empresários por que nossa grana estava diminuindo, mesmo vendendo discos, nunca recebíamos uma resposta direta. Tinha muito dinheiro que a gente simplesmente não via a cor, aí o pagamento de impostos virou um problema decorrente dessas questões financeiras. Então, foi aí que as coisas começaram a dar errado para o Sabbath".
E conforme apontou o Ultimate Classic Rock, Ozzy não apenas tem péssimas lembranças mas considera o álbum algo vergonhoso de sua carreira. "Foi o pior trabalho com o qual já tive alguma coisa a ver. Tenho vergonha desse álbum. Acho que ele é repugnante", disse o vocalista.
"Never Say Die" foi lançado em 28 de setembro de 1978. Ozzy seria demitido da banda sete meses mais tarde, no dia 27 de abril de 1979. O baterista Bill Ward foi incumbido de dar a notícia para ele. "A gente estava ensaiando em Los Angeles, e eu estava chapado - eu digo, chapado o tempo inteiro. É óbvio que Bill [Ward] foi enviado pelos outros, porque ele não era exatamente o tipo de demitir alguém", contou Ozzy em sua autobiografia, onde ele diz que não se lembra exatamente como foi a conversa, "mas, em essência, para Tony [Iommi] eu era um alcoólatra, um cheirador fracassado e um desperdício de tempo para todos os envolvidos".
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