A mudança de atitude de Portnoy que ele acredita ter permitido seu retorno ao Dream Theater
Por Bruce William
Postado em 21 de agosto de 2024
Mike Portnoy tem deixado claro o quanto a passagem do tempo mudou as perspectivas sobre as coisas e culminou em seu retorno ao Dream Theater depois de vários anos: "Para ser honesto, estou começando a sentir um pouco a minha idade. Não sou mais o garoto que eu era há 20, 30 anos. Então, você tem que fazer o melhor que pode (...) Nesta nossa idade, percebemos que, quando decidimos nos reunir e voltar a tocar juntos, eu estaria mentindo se dissesse que não começamos a nos olhar no espelho e a olhar para o relógio e pensar: quem sabe quanto tempo nos resta? O relógio está correndo, e percebemos que não estaremos aqui para sempre".
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E conforme relatou o Ultimate Guitar, em entrevista à Sonar FM, Portnoy falou sobre as diferenças que notou ao tocar com o Dream Theater após uma pausa de 13 anos, observando que o tempo e a experiência fizeram com que todos ficassem mais relaxados e maduros, permitindo uma melhor cooperação (via Blabbermouth).
"Há dois lados nessa questão. O primeiro, eu diria, pessoalmente, é que estamos todos mais velhos e mais sábios, mais tranquilos. Eu não sou mais tão controlador como costumava ser; sou muito mais tranquilo, muito mais relaxado", disse Portnoy, admitindo que esse controle excessivo que ele tentava manter foi um dos fatores que causou sua saída. "Então, sim, há esse lado da idade natural, onde todos nós estamos agora nos nossos cinquenta e sessenta anos, e acho que estamos apenas mais maduros e experientes. Mas o outro lado dessa questão é encontrar meu lugar dentro dessa nova química e supervisionar todas as áreas. E quando eu saí da banda, eles precisaram pegar algumas dessas áreas e dividi-las entre si, com diferentes pessoas supervisionando diferentes aspectos."
Prossegue Portnoy: "E agora que estou de volta, preciso ver o que é confortável. Tenho que respeitar muito o fato de que eles passaram 13 anos sem mim e podem fazer as coisas de uma maneira diferente agora. Então, cabe a mim ser muito respeitoso em relação a isso e não tentar me impor em nenhuma das áreas. Então, toda vez que algo surge, seja falando sobre o setlist, o merchandising ou como eles querem gravar no estúdio, não importa qual seja o assunto, agora é sempre assim: 'Ok, como vocês fazem isso agora? Como vocês querem que eu participe? Vocês querem que eu supervisione? Querem que eu fique fora disso? Tudo bem também.' E é um processo de aprendizado para me sentir confortável com a forma como a banda trabalha agora", finaliza o baterista.
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