Neil Peart sobre o baterista que ele queria ser aos 15 anos: "Elevou o patamar do rock"
Por André Garcia
Postado em 08 de outubro de 2024
Ginger Baker surgiu na cena jazzística de Londres no começo dos anos 60 até que, em meados da década, decidiu formar sua própria banda e embarcar no blues rock e na psicodelia. Dessa forma, com Eric Clapton na guitarra e Jack Bruce no baixo e vocal, eles formaram o supergrupo Cream: para muitos o avô do heavy metal.
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Por sua técnica, velocidade e uma energia tão bruta que beirava a violência, Baker foi grande inspiração para os pais da bateria de metal: Ian Paice (Deep Purple), John Bonham (Led Zeppelin) e Bill Ward (Black Sabbath).
Quem também sempre o colocou entre seus maiores heróis das baquetas foi o igualmente lendário baterista do Rush Neil Peart — o eterno Professor (como era [e sempre será] chamado carinhosamente pelos fãs).
Em 2012 quem curte o Cream foi presenteado com o documentário Beware Of Mr. Baker, contando a história da brilhante e autodestrutiva carreira e vida pessoa do baterista do powertrio. entre os convidados especiais que gravaram seus depoimentos estavam Taylor Hawkins, Chad Smith, Mike Portnoy e, claro, Neil Peart (que confessou que aos 15 anos sonhava em ser Ginger Baker):
"[Aquela banda era] como uma bomba atômica explodindo. Para mim, o Cream realmente representou [o que o rock tinha de melhor]. Eles passaram por cima de todo mundo, estavam na vanguarda de uma revolução completa no rock. É difícil discordar da ideia de que [Ginger Baker] foi pioneiro como baterista de rock: não tinha um contexto para ele se basear, não existia o arquétipo… ele que virou o arquétipo!"
"O Cream pode ser considerado a primeira banda progressiva, por ter se libertado das amarras do pop. A conquista mais notável de Ginger Baker foi o primeiro solo de bateria do rock. Eu, como um garoto de 15 anos na época, pensei: 'Isso! Isso! Esse é o baterista de rock que eu quero ser!'"
Em outra entrevista, essa para a Rolling Stone em 2009, Peart tornou a falar sobre Baker: "Sua forma de tocar era revolucionária: extrovertida, primitiva, inventiva. Ele definiu o padrão do que a bateria de rock poderia ser. Eu certamente copiei as abordagens de Ginger em relação ao ritmo — seu som pesado, plano e percussivo era muito inovador. Todos os que vieram depois beberam nessa fonte. Desde então, todo baterista de rock foi influenciado de alguma forma por Ginger (mesmo que nem saiba disso)."
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