Roberto Medina explica porque o Rock está cada vez diminuindo mais no Rock in Rio
Por Bruce William
Postado em 13 de janeiro de 2025
"Às vezes o nome gera um pouquinho de confusão, né? Na época que eu criei, Rock não era só um estilo, era um estado de espírito, uma coisa meio disruptiva. Essa conversa de que só tinha Rock no festival e não tem mais é uma lenda urbana."
Em entrevista ao G1, Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, falou sobre a presença do Rock no festival e a ampliação de gêneros musicais nos últimos anos. Com Funk, Trap e até Sertanejo integrando a programação, a evolução do evento tem gerado debates, mas Medina reforça que a diversidade sempre foi uma marca do festival. "Tivemos Axé, Elba Ramalho… É natural que o Rock in Rio, sendo um evento democrático, busque representar esses ritmos", disse.

O criador do evento também rebateu críticas sobre a suposta redução do Rock no festival. "O festival é uma festa, nunca foi só de Rock. Na época que criei, Rock não era só um estilo, era um estado de espírito, algo disruptivo. Essa conversa de que só tinha Rock no festival e agora não tem mais é uma lenda urbana." Segundo ele, o debate reflete a importância que o público dá ao Rock in Rio: "Isso mostra que as pessoas se importam com o festival."
Sobre a percepção de que a edição de 2024 teve menos atrações clássicas de Rock e Metal, Medina apontou que a dificuldade está nas agendas de grandes bandas como Metallica. "Sempre que houver oportunidade, traremos essas bandas. Mas há poucas no topo da pirâmide que conseguem atrair 100 mil pessoas. São no máximo 30 bandas com essa dimensão. A vantagem do Rock in Rio é que ele próprio é o headliner. As pessoas vão pela experiência, não apenas pelo artista."
Apesar das mudanças ao longo dos anos, Medina destaca o impacto emocional do festival. "É emocionante ver pessoas com a marca do Rock in Rio tatuada. Isso não tem a ver com a banda A ou B, mas com a experiência vivida lá." Para ele, o Rock in Rio continuará a celebrar a música em sua pluralidade, mantendo vivo o espírito que o tornou um fenômeno global.
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