Qual foi o primeiro músico a quebrar uma guitarra no palco?
Por Bruce William
Postado em 25 de fevereiro de 2025
Destruir uma guitarra no palco se tornou um dos gestos mais icônicos do rock. Seja como um ato de rebeldia ou um recurso teatral, a imagem do instrumento sendo destroçado diante do público ficou associada à intensidade e à imprevisibilidade do estilo. Mas quando essa tradição começou?
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Conforme apurou a Far Out, embora tenha se popularizado nos anos 70, relatos de músicos quebrando instrumentos surgiram bem antes. No final dos anos 50, o comediante e músico Rocky Rockwell destruiu um violão durante uma apresentação satírica de "Hound Dog", de Elvis Presley, em um programa de TV. Nesse caso, o gesto tinha um tom humorístico, mas abriu caminho para o uso da destruição de instrumentos como parte do espetáculo.
Nos anos 60, alguns artistas começaram a adotar essa prática com um propósito mais agressivo, usando o ato para expressar frustração ou provocar reações do público. O nome mais associado a essa explosão de fúria musical é Pete Townshend, do The Who. Em setembro de 1964, ele quebrou uma guitarra Rickenbacker no palco, marcando o que muitos consideram o início da tradição no rock. A resposta do público foi tão intensa que Townshend passou a repetir o gesto regularmente, chegando a destruir mais de 30 guitarras em 1967.
Outros músicos seguiram caminhos diferentes. Jeff Beck ocasionalmente destruía seus instrumentos no palco, mas geralmente motivado por frustração, e não como parte do show. Já Jimi Hendrix levou o conceito a outro nível, transformando sua performance no Monterey Pop Festival de 1967 em um dos momentos mais memoráveis da história do rock. Antes de quebrar sua guitarra, ele a incendiou, criando uma cena que se tornou uma das imagens definitivas do gênero.
Hoje, o ato de quebrar guitarras pode parecer uma caricatura dos excessos do rock, mas no auge da contracultura, ele simbolizava um momento de explosão criativa e transgressão. Mais do que um truque de palco, era uma maneira de transformar o caos em arte - mesmo que ao custo de algumas guitarras.
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