A canção do Rush onde Neil Peart se sentiu um baterista punk; "foi intencional"
Por Bruce William
Postado em 24 de fevereiro de 2025
O Rush sempre foi conhecido pelo virtuosismo de seus integrantes, e Neil Peart se destacou como um dos bateristas mais técnicos do rock. Com sua precisão e criatividade, ele ajudou a moldar o som da banda, mas também não tinha medo de testar novas abordagens.
Rush - Mais Novidades
Ao longo dos anos, o grupo passou por mudanças sonoras. No início, era mais próximo do hard rock e do progressivo, mas com o tempo começou a incorporar influências como new wave, reggae e sintetizadores. Essas mudanças ficaram evidentes no álbum "Permanent Waves" (1980), gravado em uma casa de fazenda no interior de Ontário. Segundo Peart, a banda trabalhava isolada no campo e voltava para casa nos finais de semana.
"Lembro de voltar para casa muito tarde e a rádio CFNY estava no ar", contou Peart em 2014 para a CBC. "Quando eu chegava no topo do penhasco, com todas as luzes abaixo de Hamilton e da Península do Niágara, onde eu morava na época, a combinação da música que estava tocando naquele momento era fantástica." A estação, conhecida por sua programação variada, usava o slogan "The Spirit of Radio", que acabou inspirando o título da faixa.
A música reflete essa diversidade, alternando estilos ao longo de sua estrutura. "A canção, musicalmente, é como se estivesse trocando entre estações de rádio", explicou Peart. "Tem uma seção reggae no final, o segundo verso é new wave, e eu toco como um baterista punk ali. Tudo isso foi intencional."
Lançado em 1980, "The Spirit of Radio" se tornou uma das músicas mais conhecidas do Rush e trouxe um dos momentos mais irônicos da banda, apontou o Songfacts. Neil Peart fez uma paródia de "The Sound of Silence", de Simon & Garfunkel, adaptando os versos "For the words of the prophets were written on the subway walls, and tenement halls..." ("Pois as palavras dos profetas foram escritas nas paredes do metrô e nos corredores dos cortiços...") para "For the words of the prophets are written on the studio wall, and concert halls... and echo with the sound... of salesmen." ("Pois as palavras dos profetas estão escritas na parede do estúdio e nos salões de concerto... e ecoam com o som... dos vendedores.") O verso original falava sobre mensagens deixadas nas ruas, enquanto Peart transformou a ideia em uma crítica bem-humorada à comercialização da música. Embora o Rush fosse frequentemente acusado de se levar a sério demais, referências como essa mostram que a banda tinha plena consciência do meio em que atuava.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco do Iron Maiden que fez integrantes do Metallica perderem o controle dentro de um avião
Aerosmith publica novas fotos e confirma retorno do baterista Joey Kramer
A banda dos anos 1990 que não tocava depois do Motörhead ou Slayer
Por que King Crimson é melhor do que Dream Theater, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
43 roqueiros que morreram em 2026, segundo a Loudwire
"Nevermind" (Nirvana) ultrapassa "Back in Black" (AC/DC) e "Dark Side..." (Pink Floyd) em vendas
Rhapsody anuncia Brasil na turnê de despedida em 2027
Revolução feminina? Perfil vê padrão nas saídas recentes de cantoras do metal sinfônico
A noite em que Chuck Berry invadiu show de banda punk e deixou todo mundo de queixo caído
Slipknot orientou Eloy Casagrande a tocar como Joey Jordison? O próprio responde
A pior banda gaúcha de rock de todos os tempos, segundo Rogério Skylab
Dave Mustaine nega que Megadeth tenha pedido dinheiro para tocar em despedida de Ozzy
Floor Jansen quebra silêncio sobre saída do Nightwish em vídeo: "Também estou triste"
Quando os shows do Led Zeppelin passaram a ser criticados por algo que antes era só elogio
Fã diz que Nightwish deveria aprender com erros e baterista rebate: "Floor fez essa escolha"


Os três melhores solos do Rush segundo Alex Lifeson, incluindo um que até ele acha difícil
Por que o Rush passou a ensaiar os próprios erros antes de voltar aos palcos
As 10 bandas de hard rock com a melhor trinca de álbuns dos anos 1980, segundo a Loudwire
A curiosa e sincera opinião de Neil Peart sobre Ringo Starr
A banda soft rock americana da qual Geddy Lee (Rush) é um grande fã
O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
O disco ao vivo que mostrou ao mundo o que o Rush realmente era capaz de fazer
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O álbum do Rush que Derrick Green mais gosta (e o que mais odeia)
O show que deixou o Rush abismado; "a gente queria tocar que nem eles, mas eram difíceis"


