O clássico imortal do rock que fez Charles Gavin mergulhar de cabeça no mundo da música
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de fevereiro de 2025
Geralmente, as pessoas que gostam muito de música entram nesse mundo mágico ao serem fisgadas por alguma canção. O icônico baterista brasileiro Charles Gavin, que integrou as bandas Titãs e Ira!, foi "capturado" por um hino imortal do rock, no entanto, ele levou um tempo para descobrir qual faixa havia mexido com sua cabeça.
Titãs - Mais Novidades
Charles contou qual música foi o seu "despertar" durante participação em episódio do programa Corredor 5, apresentado por Clemente Magalhães. Segundo o batera, tudo começou durante sua adolescência.
"Eu fui capturado exatamente pela música numa situação muito sui generis. Isso aconteceu num parque de diversões (...), numa cidade chamada Caraguatatuba, onde a minha família sempre alugava uma casa para a gente passar as férias. E acho que nas férias de 1975, se não me engano, nós estávamos num parque de diversões durante a semana, não tinha quase ninguém e existia um serviço de alto-falantes ali onde ficava tocando música (...). E numa dessas escolhas desse DJ, que eu não sei quem é essa alma santa, ele colocou uma música que me tocou profundamente e me tirou do centro, me desestabilizou (...)."
"Quando eu ouvi essa gravação, eu me senti totalmente desequilibrado, no bom sentido. Aquilo me tirou do meu centro, me desorientou e eu procurei o serviço de alto-falantes para saber quem era. Não achei, não consegui achar e fiquei com esse trecho de música na cabeça."
Coube a Charles a tarefa de ir atrás da música enigmática. O mistério levou um bom tempo para ser resolvido, como ele contou na sequência.
"Então, voltei para São Paulo com essa missão de descobrir quem eu tinha ouvido ali (...). Depois de meses eu consegui, num dos bailes do colégio (...). Até que um dia um cara tocou [a música] num baile, eu fui correndo para o DJ do baile, baile de garagem, de casa, coisa mais caseira impossível. E era uma faixa que abre o quarto disco do Led Zeppelin (...), um disco de 1971 e a faixa era 'Black Dog'. E essa é uma faixa muito interessante, porque até hoje penso por que ela me capturou naquele momento em que eu não tinha desenvolvido nenhum equipamento artístico."
Adiante, Charles relatou o que teria chamado sua atenção em "Black Dog". Ele afirmou:
"Mas basicamente, a parada da bateria, a parada da banda, só fica a voz falando... De alguma forma, isso me chamou atenção, porque eu volto a dizer, eu não tinha ainda equipamento artístico para avaliar o extraordinário baterista que tava lá, o extraordinário guitarrista que tava lá."
Enfim, eu acho que essa sonoridade, de alguma forma, instintivamente ela provocou um desequilíbrio aqui dentro deste cérebro. Em função disso, eu acho que ela despertou, ela semeou alguma coisa ali naquele momento que foi crescendo, crescendo, germinando. O interesse por música foi se multiplicando e eu ali, acho que a partir daquele momento, eu reconheci que a música era um grande meio de expressão."
A entrevista completa pode ser conferida no player abaixo. Charles relata a história abordada nesta nota logo no início do vídeo.
Histórias do Rock Nacional
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
"Enter Sandman", do Metallica, está prestes a atingir marca impressionante no Spotify
Família já escolheu ator para interpretar Ozzy Osbourne em cinebiografia
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Dave Mustaine diz que conseguiu a vaga no Metallica sem precisar tocar nada

A frase que Dinho Ouro Preto se arrepende de não ter dito a Renato Russo
A história do último encontro entre Raul Seixas e Paulo Coelho, eternizado em foto emblemática
O dia que membros do Titãs tomaram porrada depois de um show por motivo fútil
O grande hit dos Titãs que fez o grupo tomar uma grande vaia (e ser consolado por Cazuza)
O músico brasileiro que deixou uma das maiores bandas do rock nacional por questão filosófica
O hit furioso do rock nacional criado após apoio de Roberto Carlos a censura de filme
O esporro que Renato Russo deu em plateia antes de tocar "Pais e Filhos" no Programa Livre
O dia que Sérgio Britto cantou clássico do Slayer durante show dos Titãs
A lendária banda de rock nacional que despertava "inveja" em Nando Reis
"Os Cegos do Castelo" gerou pequena confusão entre membros dos Titãs; "Eu fiquei louco"
O motivo que fez Nando Reis regravar "Nossa Senhora", de Roberto Carlos
Humberto Gessinger ficou chocado ao descobrir que Beatles eram maiores que Os Incríveis
A crítica ácida de Daniela Mercury ao hit "Anna Júlia", dos Los Hermanos
O "reggae chinfrim" que se transformou em um grande clássico do rock brasileiro
As músicas que Cazuza, Nando Reis e outros artistas elegeram como as melhores de 1988
Renato Russo achava que Legião Urbana não era "tão bom"; "Tem muita coisa que não presta"
O elogio de Júnior, ex-jogador do Flamengo, a um disco de Renato Russo
Sérgio Britto, dos Titãs, diz que trabalhar com Lulu Santos foi "uma experiência meio louca"
Por que Charles Gavin levava discos do Black Sabbath para todos os lados
Titãs - a frase atual de 40 anos atrás em "Desordem"
O álbum do rock nacional dos anos 1980 que Prince ouviu e gostou muito do trabalho


