Bruce Dickinson admite que quase sucumbiu aos excessos carnais e químicos dos anos oitenta
Por Bruce William
Postado em 05 de fevereiro de 2025
Nos anos oitenta, Bruce Dickinson viveu intensamente os excessos do rock. A rotina de turnês do Iron Maiden era exaustiva, e os integrantes lidavam com a pressão de formas diferentes. Em entrevista à Classic Rock (via Music Radar), o vocalista relembrou esse período e como percebeu que precisava mudar.
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"Durante os anos 80, trabalhávamos muito, fazendo oito shows em dez dias ao longo de oito meses. E então, no final de um ano assim, começávamos tudo de novo. E isso durou cinco anos... Você está sob estresse constante todas as noites, sofrendo com a falta de sono e coisas auto induzidas, seja correndo atrás de mulheres, drogas ou álcool. E todo dia você se levanta e faz tudo de novo", contou.
Segundo Dickinson, o isolamento e os vícios se tornaram comuns entre os membros da banda. "Steve Harris se tornou um recluso. Adrian Smith estava bebendo até a beira da destruição. Eu estava transando com tudo que se movia. E nada disso era saudável."
Foi um comentário de Pete Townshend, do The Who, que o fez enxergar a situação de outra forma. "Ele disse que o momento em que você percebe que pode estalar os dedos e manipular alguém para transar com você, é quando você está descendo a ladeira. Até esse momento, é inocente. Você não acredita que mulheres estão se jogando para você. Mas há um lado sombrio nisso. Onde você para? Quando isso vira um artifício, como o álcool ou a cocaína?"
Dickinson viu de perto os efeitos desse estilo de vida quando o Iron Maiden saiu em turnê com o Mötley Crüe. "Eles eram completos desastres ambulantes, muito por escolha própria. E eu pensava: 'Pelo amor de Deus, espero não acabar assim!'". Foi aí que decidiu buscar um escape saudável, como a esgrima.
No fim da World Slavery Tour, em 1985, ele se questionou sobre o rumo de sua vida. "Eu realmente pensei em simplesmente largar tudo. Não seguir carreira solo, não fazer mais nada. Apenas parar com a música, porque não valia a pena. Destruiu qualquer relacionamento que eu poderia ter tido ou mantido". Ele acabou deixando o Iron Maiden em 1993, retornando seis anos depois.
Hoje, aos 66 anos, Dickinson admite que perdeu momentos importantes. "Meus filhos cresceram, e sim, eu os vi, mas não do jeito que pessoas normais vêem seus filhos crescerem. E todas as relações fracassadas... sua mente fica distorcida, suas prioridades não são normais". Apesar disso, ele afirma estar bem atualmente. "Estou super feliz, porque minha esposa é ótima para minha saúde mental", disse, antes de comentar, em tom de brincadeira: "Mas acho que sou péssimo para a dela!"
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