A limitação técnica da época que quase arruinou "Bohemian Rhapsody", do Queen
Por Bruce William
Postado em 18 de abril de 2025
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Um dos elementos mais lembrados de "Bohemian Rhapsody", do Queen, é a seção operística no meio da música, repleta de vozes sobrepostas, falsetes e arranjos grandiosos. No entanto, segundo a jornalista Gillian G. Gaar, autora do livro "Queen & A Night at the Opera: 50 Years", essa parte quase foi perdida durante a gravação.
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Em entrevista ao podcast Booked on Rock (via Ultimate Guitar), Gaar contou que a jornalista Julie Webb, da NME, esteve presente em parte do processo e presenciou os membros do Queen gravando infinitas vezes os vocais. "Se eles cantaram 'Galileo' uma vez, cantaram 120 vezes", teria comentado Webb, impressionada com o número de repetições necessárias para alcançar o resultado desejado. A banda passava horas ajustando os vocais, sobrepondo camada após camada de vozes até chegar no que consideravam perfeito.
Mas como tudo era feito em fita analógica e não em ambiente digital, o excesso de overdubs foi desgastando fisicamente a fita. "Brian [May] disse que você podia segurá-la contra a luz e ver a luz passando por ela. Então eles precisaram transferir rapidamente para outra fita, para que todo aquele trabalho não fosse perdido", explicou Gaar.
O produtor Roy Thomas Baker também reconheceu que o acúmulo de camadas causou certa perda na qualidade sonora. "Acho que foi o Roy quem disse: 'Houve alguma perda de som. Com tanta coisa ali, você não consegue ouvir tudo com clareza.' Ele sentia que cada adição causava um pouco de perda", contou a autora.
Apesar disso, o resultado final surpreendeu até os envolvidos. Quando ouviram a faixa completa pela primeira vez, ficaram impactados com o que haviam criado. Quase cinquenta anos depois, a música segue sendo um dos maiores marcos da história do rock, com bilhões de streams, e uma lenda técnica por trás de seus bastidores.
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