A incrível canção que tem "o maior som de bateria do mundo", de acordo com Phil Collins
Por Bruce William
Postado em 09 de abril de 2025
Phil Collins sempre foi mais do que o autor de baladas como "Against All Odds" e "One More Night". Mesmo em sua fase mais suave como artista solo, ele nunca deixou de ser um baterista com extremo bom gosto, e para muitos, um dos grandes nomes das baquetas na música pop e progressiva. Tanto que ele é creditado como sendo o criador do som da bateria no rock dos anos oitenta. Então é de se esperar que, para Collins, tudo começa com um som de bateria bem gravado.
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O músico acredita que isso ficou particularmente evidente em uma canção lançada originalmente pelos Beatles. "Quando gravei 'Tomorrow Never Knows', fui atrás do som de bateria do Ringo [Starr], que sempre achei, graças ao George Martin, um dos maiores sons de bateria de todos os tempos", declarou, em fala reproduzida pela Far Out Magazine. "Tive o prazer de conhecê-lo e disse: 'O que vocês fizeram com quatro canais foi incrível.'"
Na época, Martin respondeu com modéstia: "Hoje é muito melhor. Naquele tempo, era preciso lidar com essas limitações e com um som de bateria muito comprimido, porque com quatro faixas era a única forma de gravar." Mesmo assim, para Collins, o resultado final foi tão marcante que ele passou a considerá-lo um dos grandes feitos técnicos da história da música gravada.
A versão original de "Tomorrow Never Knows", lançada no álbum "Revolver" de 1966 (youtube), era uma espécie de laboratório sonoro, cheio de experimentações, loops e efeitos. Ainda assim, o groove de Ringo servia como âncora para toda a psicodelia que se desenrolava ao redor. Para Collins, o som do kit de Ringo era quase uma obra de arte por si só.
Quando decidiu regravar a música para o álbum "Face Value", de 1981 (youtube), Collins não tentou competir com o original. Ele desacelerou o andamento e imprimiu sua própria assinatura, especialmente com a técnica de gated reverb que ele ajudou a popularizar e que viria a dominar o som da bateria na década de 1980.
O curioso é que, apesar de tudo, "Tomorrow Never Knows" talvez passe despercebida por muitos fãs casuais do Genesis ou da carreira solo de Collins. Ainda assim, para o músico, aquela gravação representa um marco: o momento em que ele conseguiu alcançar, com seus próprios meios, o que chamou de "o maior som de bateria do mundo"
Essa reverência não é gratuita. Phil Collins sempre fez questão de dizer que Ringo Starr foi uma de suas principais influências como baterista, e que seus próprios momentos de brilho carregam um pouco do espírito minimalista e certeiro de seu ídolo. Mesmo sendo um dos bateristas mais famosos do pop e do rock, Collins nunca teve vergonha de elogiar os gigantes que vieram antes. E "Tomorrow Never Knows" continua sendo, para ele, um exemplo definitivo do que a bateria pode fazer por uma música, mesmo com recursos técnicos limitados.
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