A balada tão sonolenta dos Stones que Keith Richards literalmente pegou no sono ao tocar
Por Bruce William
Postado em 21 de julho de 2025
Na década de 1970, os Rolling Stones estavam em plena forma, lançando discos que definiriam sua história. Mas nem tudo que saiu daquela fase virou clássico imediato. Entre os álbuns que passaram meio batidos está "Black and Blue", de 1976, que é um disco com bons momentos, como o riff de "Crazy Mama" ou o clima country de "Memory Motel", mas também com algumas faixas que nem os próprios integrantes pareciam levar tão a sério.
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Um exemplo é "Fool to Cry". A balada, conduzida ao piano (youtube), dista bastante do padrão das grandes canções lentas que os Stones já tinham feito. Diferente do peso emocional de "Angie" ou "Wild Horses", essa tinha um andamento arrastado, quase embalado por uma suavidade que mais lembrava uma canção de ninar. Nem mesmo Mick Jagger, que sempre soube dar intensidade às baladas da banda, conseguiu escapar do tom excessivamente meloso.
Se para o público a música já parecia sem energia, para Keith Richards ela chegou ao ponto do insuportável. O próprio guitarrista admitiu o que aconteceu durante uma apresentação ao vivo: "Eu adormeci no palco, no meio de 'Fool to Cry'. É uma música muito chata, e eu estava bem chapado. Estava usando um pedal de volume e fiquei ali... mas ficou tão alto que eu tive que acordar."
Richards não era exatamente um modelo de sobriedade na época, e ninguém estranharia vê-lo exagerar nos bastidores. Mas dormir tocando ao vivo, em pleno show, foi um daqueles momentos que só reforçam a fama do guitarrista. Ainda mais sabendo que o tal "despertador" foi o próprio som da guitarra, que explodiu nos alto-falantes por causa do pedal travado.
Se Keith chegou a esse ponto, talvez "Fool to Cry" devesse ter ficado mesmo só no estúdio, ou na trilha sonora de quem precisa de uma boa canção de ninar. Porque, para o riffman mais resistente do rock, ela funcionou melhor do que qualquer calmante.
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