O dia que brasileira não aguentou língua de Gene Simmons e vomitou coquetel de frutas
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de julho de 2025
Em entrevista descontraída ao Corredor 5, o executivo da indústria fonográfica Alexandre Ktenas relembrou episódios pitorescos vividos nos bastidores da música internacional no Brasil. Entre artistas perdidos, jatinho com o INXS e beijos de língua de Gene Simmons, ele revelou histórias que, segundo ele mesmo, "o horário quase não permite".
"Minha primeira semana como label manager na Leblon foi com o Emerson, Lake & Palmer no Brasil. Um almoço na antiga churrascaria do Canecão, e eu sentei do lado de um dos três — não sabia se era o Emerson, o Lake ou o Palmer. Travei completamente. Deu branco, não conseguia falar uma palavra de inglês", conta, rindo.

Com o tempo, e a chegada de artistas maiores, a fluência veio na marra. O primeiro peso-pesado foi Sting. "Sou apaixonado por The Police. Quando ele veio fazer o show com o James Taylor no estádio da Gávea, eu era um estagiário magrinho, nervoso. Mas ali comecei a quebrar o gelo. O Sting me apresentou até o Raoni, que estava com ele."
Logo depois, veio o INXS — e o trabalho virou quase um sonho. "O Marcelo Castelo Branco era diretor na época. Falou: ‘Fica com os caras da INXS pelo Brasil’. Viajei de jatinho com eles. Eu e o INXS. O Michael Hutchence saía do quarto de pijama e pantufa, sentava do meu lado com chá e perguntava: ‘Me conta aí, como é o Brasil?’"
A experiência seguiu em Curitiba, onde a banda tocaria na Pedreira Paulo Leminski. "Um dos irmãos Farriss, acho que o Tim, queria conhecer a tal da Rua 24 Horas. Fomos lá e só saímos no dia seguinte. Bebendo, claro. Quase perdemos o show."
Mas a história mais inusitada envolveu o Kiss. "Era a turnê sem máscara. Eu era o responsável por eles. E o Gene Simmons queria conhecer a noite paulistana. Eu, recém-promovido a label manager, tinha acabado de comprar uma calça branca linda."
Hospedado com a banda no Maksoud Plaza, Alexandre foi procurar uma balada. Indicaram a famosa boate K, no final da Paulista. "Fomos eu, o Gene, acho que o Tommy Thayer e o Eric Singer. Eu botei uma garota do lado de cada um, e fiquei entre elas fazendo tradução simultânea. O Gene, claro, no meu lado."
Foi então que a lenda da língua se provou real. "Ele tinha cortado o freio da língua, era enorme mesmo. Meteu um beijo na menina do lado, com tudo. E na época, a moda era tomar um coquetel de frutas — um drink cor-de-rosa, de leite condensado horrível. Quando ele puxou a língua de volta, ela vomitou. Em cima da minha calça branca novinha." Rindo, ele conclui: "Ali eu entendi que ser baby-sitter de artista gringo no Brasil era muito mais do que cuidar de agenda. Era sobreviver à noite."
Confira a entrevista completa abaixo.
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