O ídolo que Brian May nunca conheceu e é autor da maior canção pop adolescente da história
Por Bruce William
Postado em 04 de fevereiro de 2025
Brian May nunca teve a chance de ver os Beatles ao vivo. Seus pais achavam que shows de rock não eram ambientes apropriados, e ele acabou perdendo a oportunidade de presenciar o fenômeno que moldaria a música e a cultura jovem do século XX. Ainda assim, desde que ouviu "Love Me Do" no rádio, soube que havia algo especial na banda. "Eles davam voz a todas as minhas alegrias e anseios ocultos como um adolescente tentando encontrar seu caminho nos anos 60", revelou May para a Classic Rock.

Com o passar do tempo, ficou claro para o guitarrista que John Lennon era o coração da força criativa dos Beatles. Ao lado da genialidade melódica de Paul McCartney, do crescente lado espiritual de George Harrison e da originalidade de Ringo Starr, Lennon manteve a banda afastada da trivialidade e a empurrou para os limites da inovação. "Não há espaço suficiente aqui para listar todas as obras-primas de Lennon, mas ouça 'Tomorrow Never Knows', 'Lucy In The Sky With Diamonds', e depois 'I Am The Walrus' e 'Strawberry Fields Forever' e me diga que você não fica boquiaberto... Nunca foi criado algo como essas obras em toda a história", declarou May.
O impacto de Lennon ia além da experimentação. Para May, ele foi "legal o suficiente para escrever a maior canção pop adolescente de todos os tempos (na minha humilde opinião): 'I Want To Hold Your Hand'; para abraçar a psicodelia e torná-la musicalmente válida; para deixar os Beatles quando sentiu que tudo havia se tornado um jogo superficial que ele não queria mais jogar". E mesmo após o fim da banda, ele se dedicou à promoção da paz, registrando álbuns solo intensos e reveladores, com músicas como "Jealous Guy", "God" e "Imagine."
Embora fosse um admirador declarado de Lennon, Brian May nunca chegou a conhecê-lo pessoalmente, muito menos a trabalhar com ele. O guitarrista lamentou essa oportunidade perdida em conversa com The Guardian: "Uma das minhas maiores frustrações é não ter tido a chance de trabalhar com John Lennon. Os Beatles nem sempre concordavam, estavam sempre puxando e empurrando - um pouco como o Queen - e acho que John teria sido um dos mais fortes nesse jogo. Você teria que se esforçar muito para acompanhar e confiar nos seus instintos. Eu consigo imaginar que nos daríamos bem."
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