O guitarrista que The Edge, do U2, admitiu nunca conseguir alcançar
Por Bruce William
Postado em 09 de setembro de 2025
The Edge sempre foi lembrado por criar atmosferas únicas com sua guitarra, usando efeitos e delay para definir a identidade do U2. Em vez de buscar a imagem do típico "guitar hero" que domina com solos velozes, ele preferiu trilhar um caminho próprio. Ainda assim, nunca deixou de admirar aqueles que seguiam a rota tradicional do virtuosismo.
Na juventude, Edge tentava tocar como os grandes nomes do progressivo, como Steve Howe (Yes) e Steve Hackett (Genesis). Ao mesmo tempo, cresceu em uma época em que o arquétipo de guitarrista de rock ainda era moldado por nomes do blues, como Eric Clapton, David Gilmour e, claro, Jimi Hendrix. A busca pelo solo marcante parecia ser quase obrigatória, mas não seria por aí que ele se destacaria.

Embora tivesse seus momentos de brilho técnico, a maior parte de sua força estava em construir texturas, como em "Where the Streets Have No Name", relembra a Far Out. Mas quando se deparou com o talento de Gary Moore, Edge percebeu seus próprios limites. "Não seria nem competição me colocar contra um guitarrista rápido como Gary Moore. Eu não poderia sequer começar a fazer algo parecido", reconheceu.
Para ele, a virtuosidade impressionava, mas não era o que realmente importava. "Muito cedo decidi que isso era irrelevante para mim. Talvez empolgasse os ouvintes, mas era algo que já tinha sido feito. Então, foquei minha energia em compor músicas", explicou. Em vez de tentar repetir fórmulas, preferiu investir na sonoridade inovadora que, desde os anos 1980, tornaria o U2 reconhecível em segundos.
Gary Moore era capaz de fazer a guitarra soar como se chorasse, transmitindo emoção em cada frase. Já The Edge explorava outras possibilidades: podia soar torturado, confiante ou delicado, sempre de acordo com a canção. No fim, o guitarrista irlandês entendeu que não precisava competir. Enquanto os virtuosos tinham seu espaço no rock, sua missão era empurrar a música para frente, e nisso ele se tornou marcante e único.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
"Não soa como Megadeth", diz David Ellefson sobre novo álbum de sua antiga banda
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Para Mille Petrozza, humanidade vive retrocesso e caminha de volta à "era primitiva"
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden

Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
O guitarrista do próprio país que The Edge acha que todo mundo deveria agradecer
Os 11 maiores discos de onze bandas gigantes dos anos oitenta, segundo a Loudwire
Os discos do U2 que Max Cavalera considera obras-primas
O cantor que Bono disse que ninguém conseguiria igualar; "ninguém podia ser como ele"
O clássico dos anos 1970 que Bono, do U2, achava que fosse uma oração
O guitarrista que irritou Malcolm Young; "o sujeito mais chato que tive o azar de conhecer"


