A banda grunge que Mick Jagger detestava - "muito sofrimento" - e a que ele curtia ouvir
Por Bruce William
Postado em 02 de setembro de 2025
Em mais de seis décadas de carreira, Mick Jagger sempre acompanhou de perto as mudanças na música. Ainda que os Rolling Stones tenham atravessado gerações mantendo sua própria identidade, o vocalista nunca deixou de ser perguntado sobre o que achava das novas ondas sonoras. Em 1995, em uma longa entrevista à Rolling Stone, ele comentou sobre o então movimento dominante no rock: o grunge.
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Jagger explicou que não tinha paciência para o Nirvana. "Nunca fui louco pelo Nirvana - intenso demais, muito sofrimento", disse. Para ele, aquela carga de dor e sofrimento constante não o atraía. "Não sou fã da morbidez", acrescentou, reforçando que o tom sombrio de Kurt Cobain e companhia não o conquistava.
Por outro lado, Mick não rejeitava o grunge por completo. Entre os nomes que surgiam, Jagger declarou simpatia pelo Pearl Jam. "Eu gosto do Pearl Jam. Prefiro eles a muitas outras bandas", admitiu. Ainda reconheceu que a intensidade emocional fazia parte da força do gênero: "Há muita dor exposta nisso, e essa é uma das grandes coisas a explorar".
Ao mesmo tempo, ele observava ecos dos anos 1960 nos grupos dos anos 1990. "Há quatro pessoas tocando guitarras, e isso lembra muito os 60s. Alguns cortes de cabelo parecem os dos Byrds. Mas os grooves são diferentes, muito influenciados pela dance music", analisou. Para Jagger, essa evolução era natural: em 30 anos não faria sentido repetir os mesmos ritmos.
No fim, o vocalista via um ponto positivo na cena: a volta ao foco no som ao vivo. Para alguém que construiu a carreira em cima de palcos incendiários, esse resgate soava familiar. "É bom ver um retorno à música ao vivo. Para pessoas como eu, em uma banda, é animador. Revalida a forma original pela qual nos apaixonamos", concluiu.
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