O álbum que Corey Taylor disse que define o heavy metal
Por Bruce William
Postado em 15 de outubro de 2025
Falar de "definições" em metal sempre beira a afetação. O gênero nasceu borrado, esticando o hard rock até virar outra coisa - mais direto, mais agressivo, mais alto - sem combinar exatamente o que essa coisa deveria ser.
Não à toa, figuras centrais como Ozzy Osbourne preferiam o rótulo "rock": para ele, chamar tudo de "metal" acabava virando uma gaiola, aprisionando a liberdade artística. "Quando você é encaixotado num gênero, fica difícil fazer algo mais leve, um acústico, o que quiser. Antigamente era tudo rock. Ainda é só rock."

A fala explica por que, ao pensar em metal, muita gente corre direto para extremos - Slayer, Slipknot - e esquece que peso também comporta dinâmica, nuance e canção. É nesse espaço que os discos que moldam o gênero prosperam. Bandas que mantêm o núcleo - distorção, ataque, drive - e filtram isso com senso pop de melodia e estrutura. Quando a conversa é inovação e tamanho, poucos nomes carregam tanto peso quanto o Metallica. E, para Corey Taylor (e para uma legião de músicos), existe um ponto de cristalização: "Master of Puppets." O álbum encerra a dúvida: é a hora em que o metal soa completamente ele mesmo, sem pedir licença ao mundo: pesado e, ao mesmo tempo, musical, com riffs que grudem e arranjos que respiram.
Há algo de reconfortante nessa clareza. Enquanto vários gêneros patinam em fronteiras, o metal olha para sua própria história e encontra um monumento. Em "Master of Puppets", cada seção empurra a anterior, as transições são afiadíssimas e o conjunto tem aquela sensação rara de inevitável: nada falta, nada sobra. Da abertura marcial de "Battery" ao épico título, passando pelo respiro melódico de "Welcome Home (Sanitarium)", é a banda no momento em que técnica, composição e intenção se alinham.
Corey resumiu para a Louder a convicção com precisão cirúrgica: "Sem exceções, este é o álbum quintessencial do metal. O Metallica tem melodia e riffs ferozes de sobra e cada riff, cada vocal, cada batida de bateria, cada performance, cada segundo desse disco é perfeito pra caralho. De cima a baixo, provavelmente está no meu top 2 de álbuns já feitos."
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