A melhor banda ao vivo de todos os tempos, segundo Corey Taylor do Slipknot
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de dezembro de 2025
Corey Taylor sempre foi um vocalista que fala exatamente o que pensa, e justamente por comandar o Slipknot - um dos shows mais intensos, violentos e imprevisíveis que o metal já viu - suas opiniões sobre performance ao vivo carregam um peso que poucos podem contestar. Em conversa reproduzida por JorgeM93, pela Ultimate Guitar, o vocalista explicou qual banda considera a melhor experiência de palco no rock e metal. Para alguém acostumado a tocar cercado de fogo, caos e nove integrantes disputando espaço, a régua de exigência é naturalmente alta. E foi com essa franqueza que Taylor apontou um nome que, para ele, supera todos os outros quando o assunto é presença ao vivo.

Questionado no podcast Steve-O's Wild Ride sobre qual seria a melhor banda para assistir num show, Taylor não demorou a responder. "Oh, cara… Alice in Chains", declarou. Ele explicou que a banda de Seattle continua sendo um espetáculo quase hipnótico, muito por causa da química entre seus integrantes. "Jerry Cantrell, a banda inteira é incrível. E o jeito que Sean Kinney toca, aquele swing natural mesmo sendo tudo mais lento… O modo como eles manipulam os riffs é irreal. Eles são tão bons que chega a ser criminoso. Até hoje são assim", disse. Segundo Corey, a força do AIC no palco está justamente na combinação de peso, precisão e um tipo de groove que quase nenhuma outra banda do gênero domina.
Quando Steve-O aproveitou o embalo para revelar que sua banda favorita ao vivo era o Tool, Corey deixou claro que não sentia o mesmo entusiasmo. Sem atacar o grupo, mas também sem rodeios, ele explicou que a proposta do Tool não dialoga com aquilo que ele espera de um show. "Tool pra mim é um gosto adquirido, porque eles são tão precisos que é quase como ouvir o álbum. E como eu cresci como um moleque punk, isso não é exatamente onde eu estou. Eles são incríveis no que fazem, mas quando eu vou a um show, eu quero ver algo acontecendo também", afirmou. Para Taylor, a ausência de movimentação e teatralidade acaba tornando a experiência mais estática do que ele gostaria.
Em seguida, Corey admitiu que o problema não é a banda - mas o contraste com aquilo que ele está acostumado. "Eu fico entediado. E odeio dizer isso. Não é porque eles são entediantes; eu fico entediado porque cresci vendo coisas como o Napalm Death, com o Barney andando nas paredes e pulando na cabeça das pessoas", justificou, reforçando que seu parâmetro de intensidade é completamente diferente. O vocalista do Slipknot, afinal, passou a carreira inteira convivendo com shows que mais parecem explosões controladas, e isso naturalmente molda seu olhar sobre o que significa entregar uma performance memorável.
Atualmente, Corey se prepara para lançar seu segundo álbum solo, "CMF2", enquanto se divide entre entrevistas, ensaios e a próxima turnê com Wargasm e Oxymorrons. Ainda assim, suas declarações sobre Alice in Chains e Tool repercutem entre fãs das duas bandas - e mostram, mais uma vez, como Taylor segue sendo um dos frontmen mais sinceros e diretos do rock moderno.
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