Pesquisa da Live Nation diz que 70% escolheriam show ao vivo em vez de sexo
Por Bruce William
Postado em 12 de novembro de 2025
O novo relatório Living for Live, divulgado pela Live Nation, ouviu 40 mil participantes entre 18 e 54 anos em 15 mercados internacionais e colocou os shows no topo do ranking de entretenimento. Segundo os dados, se fossem obrigados a ficar com apenas um tipo de diversão pelo resto da vida, 39% escolheriam a música ao vivo, contra 17% para cinema e 14% para eventos esportivos profissionais, relata a Far Out.
A parte que naturalmente chamou atenção está em outra pergunta do estudo: diante da escolha entre um show do artista preferido e sexo, 70% dos entrevistados responderam que ficariam com o concerto, contra 30% que optariam pela vida íntima. Em resumo, dentro do recorte pesquisado, a experiência de ver o ídolo no palco pesa mais do que qualquer outra forma de entretenimento. Nas palavras do relatório: "As pessoas têm mais de 2 vezes mais chance de escolher um show do seu artista favorito em vez de sexo (70% escolheriam o show vs. 30% sexo)."

O estudo também mostra que o público não enxerga o show apenas como um programa isolado, mas como um evento completo. Cerca de 60% dos participantes afirmaram viajar ao menos uma vez por ano para assistir a apresentações ao vivo, 70% planejam essas idas com semanas de antecedência e 75% dizem que transformar o show em viagem torna a experiência "mais significativa". Além disso, 77% relatam sentir que fazem parte de algo maior quando estão em meio à multidão.
A relação com as redes sociais aparece como parte central desse comportamento: o relatório aponta que 94% dos fãs publicam registros dos shows, o que, segundo a Live Nation, transforma o conteúdo de apresentações em um dos canais de mídia que mais cresce no mundo. Em outra frente, o levantamento destaca o peso cada vez maior de artistas mulheres na rota de grandes eventos, citando turnês e performances que impulsionaram o interesse - 76% dos entrevistados disseram se interessar em ver apresentações encabeçadas por mulheres.
Na leitura da própria empresa, o recado é claro. Russell Wallach, presidente global de mídia e parcerias da Live Nation, resumiu o impacto da pesquisa dizendo: "A música ao vivo não está apenas crescendo, ela está moldando economias, influenciando marcas e definindo a cultura em tempo real. Os fãs fizeram do ao vivo o coração do entretenimento global."
Para além dos números chamativos, o levantamento reforça algo que quem vive de show já sabe há muito tempo: a experiência de estar diante de um palco, cercado de gente que gosta da mesma banda, continua ocupando um espaço particular na vida das pessoas. Se isso vale mais que qualquer outra forma de prazer, cada um decide na sua casa - a pesquisa apenas mostra que, quando o assunto é prioridade de entretenimento, muita gente segue escolhendo o amplificador ligado.
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